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Webaula: IA (inteligência Artificial) já é presente. Preparado para os impactos nas empresas e profissões?

Os temas que estão hoje em maior evidência na mídia especializada, em eventos e artigos, são os ligados a IA (Inteligência Artificial) e seus algoritmos. Bem, em breve esse assunto será tão comum e inserido nos sistemas que estarão à nossa volta, que esses termos simplesmente desaparecerão.

Algoritmos inteligentes já estão inseridas nas nossas atividades diárias e nem percebemos disso. Quando vemos um filme no Netflix ou encomendamos um livro na Amazon, por trás dessa escolha tem a influência de algoritmos de recomendação. A sugestão de caminho proposto pelo Waze ou a precificação de uma corrida pelo Uber também são baseados em algoritmos. Aprovação ou negação de créditos são baseados em algoritmos. Preços dinâmicos para passagens aéreas são estipulados por algoritmos.

A onipresente busca que fazemos no motor de busca do Google é um sistema de IA. Mais da metade das ações em bolsa transacionadas nos EUA já são comandadas por algoritmos.

Previsões sobre futuro da tecnologia são recebidas com tanto ceticismo quanto previsões de economistas sobre a economia, ou de meteorologistas sobre o clima. Mas, tenho razoável grau de certeza para afirmar que a IA vai provocar disrupções significativas em todos os setores de negócio.

Por que afirmo isso?

Apesar dos altos e baixos da evolução da IA no passado, hoje temos uma combinação de capacidade computacional, um oceano de dados e algoritmos sofisticados que permitem aos computadores fazerem coisas impensáveis há uma década. E com a evolução exponencial da tecnologia e dos algoritmos, muita coisa inovadora e surpreendente (para nós hoje!) acontecerá nos próximos anos. Muitas tecnologias que causarão grandes mudanças no cenário de negócios e na sociedade já estão em uso hoje, embora ainda de forma limitada. E as que provocarão rupturas significativas em dez a quinze anos, provavelmente já existem em protótipos de laboratórios.

Um fator complicador adicional aparece em setores altamente regulados, como o setor de seguros, que pode usar IA para incorporar novos elementos que prevejam riscos específicos. Mas, o uso de alguns atributos como fatores de sexo e religião, que poderiam eventualmente serem usados nos algoritmos de predição, podem ser inaceitáveis para os órgãos reguladores. Também surgem questionamentos na busca por entender as preferências dos clientes, quando o uso de informações muito pessoais podem ser consideradas como invasão de privacidade.

Diante desse cenário o que fazer? Antes de mais nada é importante disseminar o conhecimento do potencial da IA pela alta administração. Não se espera que um CEO debata as diferenças conceituais entre algoritmos de “deep learning” e “machine learning”, mas é essencial que deva ter plena conscientização do potencial do uso da IA para seu negócio.

Com conhecimento do potencial de IA, repense a estratégia de negócios. Com a tecnologia digital passando a ser o cerne dos negócios, a responsabilidade pelo estratégia digital, deixa de ser exclusiva do CIO para ser de todos os C-level da empresa. Uma transformação nos modelos de negócios e nas proposições de valor para os clientes afeta de forma radical toda a organização e cada executivo tem que entender a essência da transformação digital e mudar sua maneira de pensar e conduzir os negócios da organização.

Não estamos vivenciando apenas mais um ciclo de inovações, mas uma transformação radical do mundo como conhecemos. Como a sociedade industrial nos deixou como legado a eletrificação da sociedade, a transformação digital vai nos deixar a digitalização da sociedade. As empresas que vão sobreviver no século 21 terão que pensar de forma digital e criar modelos de negócio que reflitam este pensamento.

A IA tem o potencial de mudar as maneiras com que as empresas geram valor e exige um pensamento inovador e radical. Seus novos concorrentes podem ser startups que não usem pessoas como você, mas robôs de software, quebrando seus parâmetros de comparação.  As empresas precisam pensar de forma bem ampla sobre seus negócios, criar cenários futuros e testar a resiliência de seus negócios atuais e estratégias futuras, contra tais cenários.

É essencial atrair e reter talentos para as ações de IA. Ainda são recursos escassos, e a empresa deve buscar atrair esses profissionais ativamente. Também é fundamental mostrar o que e como a IA vai afetar as pessoas internamente. Uma percepção que seu uso vai gerar desemprego pode afetar o ambiente profissional profundamente. O jogo tem que ser claro e conduzido com transparência.

IA é uma realidade e pode ser muito benéfica ou trazer riscos. Pela importância do assunto devemos estudar e compreender mais seus impactos nas empresas.  Os executivos não podem ignorar o assunto. A inércia não é uma opção!

Artigo de Cezar Taurion para o portal Projetos e TI

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Data: 23/11 @ 20:00 (Horário de Brasília)

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Coimbra, PMP

CEO do portal, apaixonado por gestão de projetos, metodologias, minha família, professor, consultor, certificado PMP, Six Sigma White Belt.


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