Escopo PRINCE2 Projeto

PBS – A Estrutura analítica do PRINCE2

O artigo desta semana discorre sobre a “EAP – Estrutura Analítica do Produto” ou “PBS – Product Breakdown Structure” que do inglês, é uma árvore hierárquica que composta de todos os componentes do objeto do projeto, ou um entregável do projeto através de uma relação parte-todo.

Você já viu aqui sobre como Criar A Estrutura Analítica Do Projeto (EAP) de acordo com os padrões do PMI e agora vai entender um pouco mais sobre a Estrutura Analítica do Produto do PRINCE2.

Durante o planejamento do projeto, a prática da decomposição do trabalho ou do produto em partes menores, mais compreensíveis e, por consequência, mais facilmente gerenciáveis é extremamente importante. Com a decomposição, a equipe chega a estruturas hierárquicas que são valiosas ferramentas de gerenciamento de projetos, que servirão como entrada para os mais diversos processos de gerenciamento durante todo o ciclo de vida do projeto.

Dependendo da lógica empregada na estruturação da ferramenta, ela pode receber um nome diferente:

  • Caso a estruturação se dê através do detalhamento das “entregas” que o projeto irá demandar, essa ferramenta chama-se “Work Breakdown Structure” (WBS), também conhecida como Estrutura Analítica do Projeto.
  • Caso a estruturação se dê através do detalhamento do “produto” que o projeto irá entregar, essa ferramenta chama-se “Product Breakdown Structure” (PBS),também conhecida como Estrutura Analítica do Produto.

WBS e PBS são ferramentas conhecidas, presentes respectivamente no PMBOK Guide® (que possui um processo específico para a criação da WBS) e PRINCE2 (como parte do “Planejamento baseado em produtos”).

Quando se trata de métodos de planejamento de projetos, muitos gerentes de projeto se referem ao Prince2 (PRojects IN Controlled Environments). Este método de gerenciamento de projetos amplamente utilizado, fornece todos os elementos essenciais para gerenciar um projeto bem-sucedido.

A estrutura de analítica do produto (PBS) garante que todos os produtos necessários para um produto planejado sejam considerados durante o processo de planejamento. Além disso, a estrutura de analítica do produto deve ser revisada várias vezes para garantir que nenhum componente seja esquecido.

Conforme imagem acima, o PBS vem na forma de uma hierarquia. A hierarquia é composta pelos produtos, subprodutos e produtos finais.

Ao adotar a estrutura analítica do produto (PBS), podem-se projetar com precisão os requisitos de um produto, projeto ou sistema. O PBS também permite que seus usuários vejam os resultados de um produto e, por sua vez, proporcionem uma maior compreensão do objetivo em questão.

Qual a diferença entre PBS e WBS ?

A saída do gerenciamento do escopo é uma especificação que pode ser apresentada como uma estrutura hierárquica (Estrutura analítica de produtos – PBS) mostrando os entregáveis e uma estrutura analítica do projeto (WBS) mostrando o trabalho necessário para produzí-los.

O processo de planejamento adicionará atividades de gerenciamento à WBS para mostrar o trabalho envolvido no gerenciamento de aspectos como risco e comunicações.

Uma vez que uma solução foi identificada que atende aos requisitos das partes interessadas, o escopo do trabalho pode ser ilustrado usando uma PBS ou WBS.

O PBS é uma estrutura hierárquica onde a saída principal do projeto é colocada no nível superior. O próximo nível abaixo mostra os componentes que compõem o nível mais alto. Este processo continua ao nível de produtos individuais. Cada produto terá critérios de aceitação definidos e métodos de controle de qualidade.

Uma WBS assume uma abordagem semelhante, mas mostra o trabalho necessário para criar os produtos. O nível mais baixo de um WBS mostra as atividades que seriam usadas para criar um diagrama de rede para agendamento de horário.

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Flávio Costa
Gerente de Projetos na Hexagon

Gerente de projetos com mais de 15 anos de experiência desde desenvolvimento de software, gestão de portfólios, programas e projetos, liderança e formação de equipes. Possui as principais certificações gestão de projetos como: PMP (Project Management Professional) pelo PMI, PRINCE2 Practitioner, PRINCE2 Agile e MoP (Management of Portfolio) pela Axelos, Agile Scrum pela Exin entre diversas outras.


Gerenciou grandes projetos e programas de implantação de sistemas nos segmentos de comércio, varejo, engenharia, segurança pública, informações geográficas e setor público sempre com foco no relacionamento interpessoal e gestão de mudança com alto valor estratégico. Sempre engajado e comprometido em construir e liderar equipes para atingir as metas corporativas e entregar valores e benefícios a organização e cliente.


Atualmente é: Gerente de Projetos na Hexagon, Gerente de Portfólio no PMI-SP, Professor em gestão de projetos pelo SiteCampus e Colunista nos portais TI Livre, Projetos e TI, e Profissionais TI


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