Tecnologia

O que são Controladores Lógicos Programáveis e suas diferentes linguagens de programação

Na grande área da automação industrial, o termo CLP (ou PLC) é extensamente utilizado para designar um tipo de dispositivo eletrônico responsável pelo controle de processos em diversas áreas, da robótica à indústria alimentícia.

Os Controladores Lógicos Programáveis surgiram no final da década de 60, sendo criados em resposta a uma solicitação da General Motors nos Estados Unidos, que buscava uma alternativa para simplificar a atualização dos painéis elétricos de comando, processo que consumia tempo. Sua função inicial não difere muito da atual: otimizar e expandir as possibilidades de controle de máquinas, robôs e outros sistemas presentes nas indústrias. Com a revolução da informática nos anos 90, inúmeras funções foram atribuídas a estes dispositivos, e um número cada vez maior de empresas começou a oferecer modelos de controladores lógicos, com diferentes características e para aplicações específicas.

A estrutura do CLP pode ser assim definida: uma unidade principal, ou CPU, recebe e processa dados de fontes externas (alguns exemplos: sensores, botões, interfaces homem-máquina), e envia dados a dispositivos de controle (acionamentos, controladores de temperatura, iluminação). Dependendo do modelo do CLP e do seu fabricante, a CPU pode estar fisicamente separada das outras unidades, sendo a recepção e envio de dados executada por interfaces de entrada e saída. Outras unidades que podem ou não estar ligadas fisicamente à CPU são: cartões de entradas/saídas analógicas, portas de comunicação (USB, RS-232C, RS-485, Ethernet), controladores de movimento de eixos.

E como se “programa” um controlador “programável”? Através de softwares oferecidos (geralmente comercializados) pelos respectivos fabricantes. Devido ao sem-número de empresas que desenvolvem este tipo de produto, surgiu a necessidade de criar uma padronização em termos de linguagem de programação. Atualmente, a norma internacional que estabelece os padrões no quesito “linguagens de programação” dos CLPs é a IEC (International Electrotechnical Commission) 61131-3.

As cinco linguagens reconhecidas pela IEC são:

  • IL (Lista de instruções – textual, no estilo Assembly);
  • ST (Texto estruturado – textual, estilo Pascal);
  • LD (“Ladder” – gráfica, largamente utilizada);
  • FBD (Diagrama de blocos funcionais, gráfica);
  • SFC (Diagrama sequencial de funções – gráfica);

Ao longo dos próximos textos trataremos separadamente de cada uma das cinco linguagens: as principais características, pontos fortes e fracos e sua funcionalidade em relação ao tipo de aplicação.

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Coimbra, PMP
Como fundador da Projetos e TI, ajudo as organizações a se tornarem ecossistemas adaptativos, responsivos e auto-organizáveis, implementando novas práticas, estruturas, ritmos e tecnologias que permitam transparência, abertura, inovação e uma forma progressiva de liderar. Caso queira saber mais entre em contato comigo, inscreva-se na minha newsletter, ou me convide para uma palestra.

Graduado em Gestão de Tecnologia pelo Centro Universitário Barão de Mauá.
Pós-Graduado em Gerenciamento de Projetos, com as práticas do PMI® pelo SENAC.

Certificado como PMP® pelo PMI®. Six Sigma White Belt pela Voitto.
Especializado em BPMN2 pela Anelox, PMCanvas pela PM2.0 e Análise de requisitos

Mentor e influenciador de gestão de projetos, agilidade e transformação digital.

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