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O caminho para Compressão de Cronograma

Muitas vezes nos deparamos em situações no qual precisamos rever o cronograma, principalmente com o intuito de comprimir, de modo a evitar e/ou diminuir atrasos. Quantas vezes você já se deparou com uma situação semelhante a essa?

“A etapa X do projeto atrasou, porém não podemos mudar a entrega. Aperta as próximas etapas para atendermos o prazo final.”

Atrasou, vai ter que apertar!

O Guia PMBOK® do PMI, nos traz ferramentas e técnicas para que possamos suprir as necessidades dos nossos cronogramas, dentre elas está a compressão do cronograma. Para chegarmos ao ponto de comprimir o cronograma, precisamos passar por algumas etapas, para que a tomada decisão seja pautada nas boas práticas, e evitem maiores dores de cabeça.

Nos próximos tópicos deste artigo, vamos ver o que é bom saber antes de comprimir o cronograma.

Diagrama de Rede

Segundo o Guia PMBOK® 6ª Edição, é uma técnica usada para gerar o modelo do cronograma do projeto. Lembrando que para chegarmos ao ponto de fazer o diagrama de rede, é necessário que já tenhamos:

  • Lista das Atividades
  • Sequência das Atividades
  • Duração das Atividades

Exemplo de uma parte de Diagrama de Rede: A partir da criação de um diagrama de redes, conseguiremos partir para outras técnicas que nos ajudarão nas tomadas de decisões, como o Caminho Crítico do projeto.

Método de Caminho Crítico

Com o diagrama de rede do projeto em mãos, podemos verificar o caminho crítico, ou seja, as atividades que estipulam a duração mínima do projeto.

Como verificar o caminho crítico?

Com base nas folgas das atividades, podemos identificar o caminho crítico. As atividades sem folga, fazem parte do caminho crítico. No exemplo acima, podemos ver que o caminho crítico é composto pelas atividades 1, 2, 4 e 6. Pois são atividades que dependem uma da outra, e que não possuem folga. Este caminho crítico é que determina o tempo mínimo do seu projeto.

Compressão do Cronograma

No Guia PMBOK® 6ª Edição podemos ver as técnicas de compressão do cronograma definida como formas de “encurtar ou acelerar a duração do cronograma sem reduzir o escopo do projeto.“.

Por quê empregou o plural no primeiro parágrafo? Simplesmente pois você pode optar por dois caminhos para comprimir o cronograma, caminhos no qual serão explicados abaixo.

Compressão

Esta técnica é adequada quando você pode acelerar as atividades, aumentando os recursos para mesma. Exemplo: Você possui uma quantidade de tijolos a serem transportadas de um local para outro, de caminhão.

Com o caminhão previsto inicialmente para a atividade, seriam necessárias duas viagens, sendo assim, o caminhão iria fazer o percurso duas vezes, ser carregado e descarregado duas vezes, gerando um tempo de 2 dias para a atividade se executada por completo.

Com a necessidade de comprimir o cronograma, você pode alocar uma carreta bitrem, que consegue carregar todos os tijolos em apenas uma viagem, reduzindo assim a nossa atividade para apenas um dia. Ótimo, mas qual o lado negativo? Nem sempre você vai ter disponível algo que de para agilizar a sua atividade sem gerar novos custos.

Paralelismo

Quando você não possui a disponibilidade de novos recursos ou a atividade não irá mudar o tempo com mais recursos, você pode aderir ao paralelismo para comprimir seu cronograma. Vamos ao exemplo: Você está asfaltando uma rua com a sua equipe, as atividades estavam prevendo a construção e secagem da guia por completo, para então entrar com o asfalto.

Com a necessidade de acelerar o cronograma, você pode optar pelo paralelismo das atividades. Então ao invés de esperar a secagem da guia por completo, você começa aplicar o asfalto nos metros iniciais, onde a guia já está seca, permitindo assim que sua atividade finalize de forma mais rápida.

Muito bom, mas sabemos que tem um lado negativo, dessa vez qual é? Esse processo, por mais que não altere os custos, por utilizar recursos já previstos, pode gerar um maior risco, vide que ao iniciar a atividade de asfaltamento em paralelo, pode ser identificado falhas na guia que não secou por completo, que estrague o asfalto, tendo então que refazer o asfalto nesses pontos.

Conclusão

Quando o cronograma apertar, dá uma olhada nessas práticas, elas podem ser a luz no fim do túnel para o seu projeto. Em atividades de meus projetos, acabo utilizando as duas técnicas de compressão de cronograma quando o escopo está fechado, e não é possível a utilização do MVP (Produto mínimo viável).

Muitas das vezes, os dois processos são utilizados em conjunto, tendo mais recursos executando uma mesma atividade e paralelizando com uma outra que inicialmente deveria ser sequencial.

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Herbert Miranda

Pós-graduando em Gerenciamento de Projetos, associado PMI-Project Management Institute, pós -graduado em Desenvolvimento de Aplicações Móveis. Atua como Líder de Projetos em diversos projetos de T.I.


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