Agile Projeto

Mesa redonda – Eu, P.O. – Grupo Projetos Ribeirão

Olá, caros leitores. A Projetos e TI montou um Grupo de Gerentes de Projeto e Agilistas na nossa região que tem como intuito elevar a capacidade dos seus membros, com troca de experiências e mesas redondas, a nossa primeira mesa redonda intitulada EU, P.O. Discutiu o papel do Product Owner.

Foram escolhidos dentro do grupo 4 product owners que discutiram com uma parte do grupo os temas à baixo. Não preciso nem dizer que foi um excelente momento para troca de experiências e aprendizados.

Como o evento foi com vagas limitadas, registramos os pontos mais importantes de tudo que foi discutido em nossa mesa, conforme descrito abaixo. Os assuntos foram separados por temas, para facilitar a discussão e a compreensão de vocês. Confira: 

Metodologia Ágil

A metodologia ágil pode ser aplicada em qualquer segmento, desde que o mindset ágil seja trabalho nas organizações – o que requer uma mudança cultural –, onde a intenção é resolver um determinado tipo de problema.

Um exemplo de sucesso que foi citado, é a startup Nubank. É importante evidenciar que o foco principal, na adoção da metodologia, é (sempre) o Cliente, minimizando (ou eliminando) a burocracia, excesso de e-mails e memorandos.

Alguns dos benefícios esperados pela metodologia/mindset ágil é o aumento da integração entre os colaboradores, seja na área de TI, RH, Financeiro, ou outras áreas. A comunicação é um fator importante em qualquer ambiente de trabalho, proporcionando um maior envolvimento das equipes.

A ideia do ágil é identificar e priorizar os principais entregáveis envolvendo, desde o início, os Stakeholders. A medida que um produto está em desenvolvimento, o report deve acontecer, definindo qual será a sua periodicidade.

Atualmente é vendido o processo ágil errado, na verdade Ágil é uma cultura, o que envolve a mudança de pensamento. Não é fazer mais rápido, e não é o dobro na metade do tempo (embora, é possível fazer o dobro do trabalho na metade do tempo, se for muito bem aplicado).

E é exatamente neste ponto que as pessoas erram e tomam o Ágil como um fracasso.

Diferentes idades e locais

As pessoas questionam sobre como é aplicado o “Ágil” em diferentes locais e com pessoas de diferentes idades. Este assunto também foi discutido em nossa mesa, e entendemos que empresas conservadoras possuem essa restrição.

Inclusive, muitas delas concordam e apoiam a utilização de equipes remotas através de vídeo conferência, entre outros meios de comunicação.

Não existe restrição com relação à idade.

Geralmente um colaborador de nível sênior, é engajado em estudar e progredir na evolução, e ainda a experiência que pode ser compartilhada com colaboradores de nível pleno, júnior ou trainee.

Logo, um detalhe importante, é que a aceitação da diretoria e gestores é fundamental para o sucesso, considerando os fatores mencionados acima. E a utilização de ferramentas de apoio podem auxiliar no trabalho diário.

Qual é o papel do P.O.

E depois de falar sobre a Metodologia Ágil, entramos no tema que todos estavam ansiosos para saber: Product Owner. Este é, literalmente, o “dono do produto”.

Acima de tudo ele é quem cuida dos projetos do início ao fim e possui responsabilidades mesmo após a entrega. O P.O. é a pessoa com a visão de fora para dentro da empresa, direcionando a equipe.

Primeiro de tudo ele entende do negócio do produto, enxerga o todo (financeiro, organizacional, etc.), prioriza as features e principais entregas. É responsável também por resolver problemas e conflitos, em relação ao projeto, liderando (entusiasmo do time) e articulando de forma que os objetivos principais sejam alcançados.

Parece que outra dúvida bastante presente, é a relação entre o Product Owner e o Analista de Negócios. Estes são papeis e responsabilidades diferentes.

Basicamente, o Analista descreve algo específico do negócio, enquanto que o P.O. é mais abrangente, ele visualiza o cenário como um todo.

Skills do P.O.

Claro que para ser um P.O., são necessárias habilidades específicas. Entre elas, destacamos os seguintes skills:

  • Curiosidade;
  • Antenado;
  • Inovação;
  • Conhecimento em tecnologias;
  • Liderança.

Dificuldades e desafios do P.O.

Não diferente de todas as profissões, o P.O., possui suas dificuldades e desafios, sendo alguns:

  • Priorização: identificar o que deve ser feito primeiro.
  • Convencimento: Segurança de algo que possa gerar valor, convencer os stakeholders.
  • Visão: Fazer as pessoas enxergarem o valor nas melhorias.

Backlog do produto

Definir o Backlog do produto também requer suas habilidades e apresenta suas dificuldades como, por exemplo, a complexidade em defini-lo quando se trabalha com projetos sob demanda. É necessário identificar o objetivo do projeto (alinhado com os objetivos da organização), ter feeling e conhecer o mercado.

Como resultado, é neste ponto que as habilidades e desafios do P.O. se destacam. Apesar das dificuldades, é preciso mostrar valor sobre o produto.

Mudança de escopo

A mudança de escopo é sempre um dilema, em qualquer projeto, principalmente quando a interface/funcionalidade está pronta e o cliente fala que não era aquilo que ele queria. Visando reduzir este tipo de problema, recomenda-se (sempre) ter prototipação e não pular as etapas do processo de desenvolvimento do produto.

Além disso participação do cliente na revisão da Sprint também é importante e é uma forma de lidar com o imediatismo e a ansiedade, aumentando o envolvimento do time com o cliente.

Retorno sobre Investimentos (ROI)

Entendemos que é responsabilidade do P.O.:

  • Avaliar e medir (justificar as ideias);
  • Levantar dados e retorno;
  • Ter visão da empresa, estrutura de negócio, pensar em produtos novos que agregam valor para a empresa (top down);
  • Planejamento a cada 3 meses (ou, conforme for definido pela organização);
  • Colocar a visão no planejamento estratégico da empresa.

P.O. e o Time

Achamos importante uma colaboração mútua entre os membros do time Scrum, de forma que o P.O. possa dizer ao time como o mesmo deve colaborar para o desenvolvimento do produto e, da mesma forma, que o time reporte ao P.O. o que ter e fazer, para colaborar com o trabalho da equipe de desenvolvimento.

Contudo P.O. não precisa estar 100% do tempo com o time, mas é importante que ele esteja disponível quando a equipe de desenvolvimento precisar. Deve haver uma certa cautela para não ficar “preso” com o time e não fazer outras atividades que também são importantes.   A presença nas cerimônias do Scrum é fundamental!

Caminhos para se tornar um P.O.

Para finalizar a discussão da mesa redonda, os convidados foram questionados sobre quais são os caminhos para se tornar um P.O. Dentre as respostas, os tópicos abaixo foram destacados:

  • Ir atrás do mercado;
  • Melhorar a comunicação;
  • Trabalhar a liderança;
  • Estudar (papel, convencer as pessoas);
  • Kits básicos: livro ” Scrum: a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo “, benchmarking da área, livros sobre business (tempo e conflito);
  • Ser curioso e gostar de resolver problemas;
  • Sentimento de dono e espírito empreendedor;
  • Visão do futuro;
  • Mentalidade na solução;
  • Lidar com as frustrações.

Para finalizar, segue uma dica bacana que os convidados deixaram: Fazer um kanban pessoal: definir atividades com maior prioridade e valor, receber premiação, e ter a sensação das coisas andando na vida pessoal. Quer saber mais sobre nosso grupo? Deixe um comentário!

Renato Cunha
Analista de Projetos na Swfast, a qual assumi a responsabilidade de implantar o Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO) e também atuo como Scrum Master.

Atuei como Gerente de Projetos nos anos de 2016 e 2017 na LCS (a qual auxiliei na estruturação do Escritório de Gerenciamento de Projetos), sou formado em MBA em Gestão de Projetos pela Universidade Veiga de Almeida e graduado em Gestão da Tecnologia da Informação pelo UNISEB. Possuo mais de 13 anos de experiência na área de TI e há 05 anos atuando na área de gerenciamento de projetos.

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