Tecnologia

Virtualizando – Conhecendo

Recentemente na lista OS/2 Warp Brasil, vimos que alguns “emuladores” de sistema, mais atuais estão deixando de lado o OS/2 entre outros sistemas e ultimamente tenho sentido falta de poder ter uma gama imensa de sistemas instalados, mas estou fadigado o suficiente para não querer particionar meus discos em 123.456.789 partições (apesar que os discos de hoje tem espaço suficiente para isso) prefiro instalar um por máquina a fazer isso, porém não possuo espaço físico.

Logo a solução é virtualizar, mas e ai? Que raios seria isso? Na web a definição para virtualização parece que foi esculpida em mármore, pois até as virgulas encontram-se no mesmo lugar.

[…”Virtualização é o processo de executar vários sistemas operacionais em um único equipamento. Uma máquina virtual é um ambiente operacional completo que se comporta como se fosse um computador independente. Com a virtualização, um servidor pode manter vários sistemas operacionais em uso.”…]

Ora bolas conheço algumas boas ferramentas para isso, desde algumas antigas até algumas mais recentes.  Afinal na empresa utilizamos Zenworks (Xen) juntamente com Citrix, e dentro deles rodamos Win2003 Server com AD, IIS e muito mais. Além disso conheço o Qemu, Xen, o VirtualPC, o MS(r) Virtual PC, o VmWare (r), Citrix(r) e agora xVM Virtual Box12 da Sun, aparentemente é o melhor até agora, pois é Opensource e executa diversos sistemas (claro ainda não testei) mas em contra-partida à alguns programas de virtualização, é leve e funcional além de poder ser executado em hosts com Linux, Windows, Machintosh, Solaris e OpenSolaris.

Ele suporta amplamente diversos Sistemas operacionais inclusos desde Windows (DOS/Windows 3.x, NT 4.0, 9x, ME, 2000, XP, Server 2003, Vista), Linux (2.4 e 2.6), OS/2, e OpenBSD.

Seus Requisitos são:

  • 32- or 64-bit Intel ou AMD x86 CPU 1.5GHz+.
  • 512 MB (1 GB recomendado).
  • Espaço de 30Mb + espaço para seus sistemas.

Ainda não o conheço e estarei instalando e testando, após virtualizar meu querido OS/2 nele e comparar com algumas versões de ‘virtualizadores’ que já usei (visto que já consegui virtualizar o OS/2 no Virtual PC (pré-Microsoft) nunca tentei colocá-lo no Qemu, só sei q o Qemu é bem complicado para fazer o OS/2 “funfar” e o VMWare é muito pesado).

Vamos conhecer um a um?

[tabs] [tab title=”Sun VirtualBox”]

Acabei conhecendo um pouco sobre virtualização, conheci diversos sistemas e a cada dia que passa novos produtos surgem, por isso demorei tanto para esta segunda parte, percebi alguns nuances entre alguns dos sistemas mais “famosos” na área de virtualização. Dentre eles estão, o VirtualBox, o Microsoft Virtual PC e o VMWare Server, onde na maioria dos casos servem como ‘virtualizadores’ domésticos e para pequenas empresas, vamos à algumas pequenas dicas e ajustes, e a breves explicações sobre os mesmos.

O VirtualBox (Sun Microsystems)

[dropcap type=”circle” color=”#ffffff” background=”#e53b2c”]O[/dropcap] VirtualBox além de ser leve e fácil de configurar, está totalmente em português do Brasil. Além disso, o Virtual Box é mais compatível do que o Virtual PC, e consome menos recursos de sistema que o VM Ware. Este último costuma ser mais compatível e ter suporte a mais sistemas operacionais, mas é bem mais pesado. O Virtual PC é mais indicado para quem quer rodar apenas alguma versão do Windows, pois não tem muito suporte para outros tipos de sistemas.

Principais Características:

  • 100% Gratuito
  • Compatível com Windows, Linux, Solaris, Mac OS X
  • 32 e 64 Bits
  • Captura de Tela
  • Pastas Compartilhadas
  • Drivers e utilitários especiais para facilitar a troca entre sistemas
  • Aceleração 3D
  • Modo Integrado
  • Interação por linha de comando
  • API Pública para controle da MV e execução da mesma
  • Exibição de desktop remoto
  • Suporte para recursos de virtualização em processadores AMD e INTEL
  • Acesso direto a disco rígido real
  • Compatível com imagens de disco do VMWARE
  • Compatível com imagens de disco do VIRTUAL PC
  • Suporte SMP
  • Suporte de Desktop Remoto RDP
  • Suporte USB
  • Suporte iSCSI
  • Rede Virtual entre MVs e Reais
  • Suporte a Open Virtualization Format (OVP) para importação/exportação

A primeira coisa a ser feita é instalar os ADICIONAIS PARA CONVIDADOS (VirtualBox guest adictions). Eles também melhoram o desempenho da máquina virtual, além de manter drivers corretos para que o sistema reconheça o hardware virtual.
No Linux não é direto e intuitivo como no Windows. Dependendo da distribuição usada você vai ter que montar o CD antes de usar, no Ubuntu 9.04 e outras, assim que clicar no menu pra instalar os adicionais, ele vai montar o CD automaticamente. Se não montar, monte o CD em alguma pasta.

Vá à pasta onde o CD está montado e dê o comando no terminal:
[highlight type=”yellow”] sudo apt-get install dkms [/highlight]

Após instalar, dê o comando:

[highlight type=”yellow”] sudo ./VBoxLinuxAdditions-x86.run[/highlight]

Aguarde instalar, reinicie seu Linux virtualizado e pronto. Se o seu Linux virtual for de 64 bits, no lugar do comando anterior, use:
[highlight type=”yellow”] sudo ./VBoxLinuxAdditions-amd64.run[/highlight]

Aguarde instalar e reinicie a máquina. Para instalar o Windows 98, 95 e outros sistemas operacionais mais antigos é necessário desativar alguns recursos do VirtualBox. Clique na máquina virtual criada (ela deve estar desligada) Clique em “Configurações” e a seguir “Sistema”.

Dentro do Item “Sistema” no item “Placa-mãe” tire “Habilitar o ACPI” (desabilitado só por garantia)

Clique em “Processador” e desabilite a opção “Habilitar PAE/NX” e deixe apenas um Processador.
Clique em “Aceleração” e desabilite “Habilitar VT-x/AMD-V” desabilite também “Habilitar Paginação Aninhada”.

VboxOptions

Compartilhando uma pasta no VirtualBox

Acesse: CONFIGURAÇÕES > PASTAS COMPARTILHADAS

Indique a pasta que quer usar. O nome usado no campo NOME DA PASTA será o que irá usar depois, no seu OS virtual. É possível também tornar a pasta somente leitura, se desejar.

Feito isso no seu sistema virtual, basta mapear a pasta como se fosse numa rede normal, usando o caminho:
[highlight type=”yellow”] vboxsvrcompartilhamento[/highlight]

No Linux o comando é esse:
[highlight type=”yellow”] mount -t vboxsf [-o OPTIONS] sharename mountpoint[/highlight]

Onde sharename é o nome da pasta e o mountpoint é o caminho onde vai aparecer a pasta depois de mapeada no Linux, por exemplo: /mnt/minhapasta. Mas pode ser qualquer outro que quiser, é recomendo criar uma pasta em /home facilitando o uso.

[/tab]

[tab title=”MS Virtual PC”]

[dropcap type=”circle” color=”#ffffff” background=”#e53b2c”]A[/dropcap]gora vamos falar do Microsoft Virtual PC3 é seu uso dentro do  browser, ao instalá-lo ele instala um plugin para seu respectivo browser. Ao contrário de muitos mitos divulgados pela Internet, o VMware não é um emulador. Vai a um nível mais baixo, onde o processador chega por vezes a executar diretamente o código da máquina virtual. Quando isto não é possível, o código é convertido de forma a que o processador não precise trocar para o modo real, o que seria uma perda de tempo.

Principais Características:

  • Hypervisor: é o nucleo da solução de virtualização, responsável por particionar, encapsular e isolar os recursos da maquina para a utilização em ambientes virtualizados.
  • VMFS: VMware file system é a base para se criar o datacenter virtual e permite que sejam montados pools de recursos distribuídos.
  • Virtual SMP – permite que maquinas virtuais tenham mais de um processador virtual.
  • Update Manager – Automatiza e facilita o update no ESX server e em maquinas virtuais.
  • Virtual Center Agent – agente que troca informações com o Virtual Center Management Server, para gerenciamento do pool de recursos
  • Consolidated Backup – facilita a realização de backups do datacenter virtual.
  • HA – High availability – funcionalidade que permite que a infra-estrutura do datacenter virtual identifique que houve uma queda de um servidor fisico e em um tempo muito curto religue as maquinas virtuais que estavam naquele servidor físico em outro.
  • Vmotion – funcionalidade que permite movimentar um servidor virtual entre servidores físico SEM DESLIGAMENTO DO SERVIDOR VIRTUAL. Essa característica é muito importante pois reduz significativamente as paradas planejadas de sistema, ao mesmo tempo em que se torna um excelente aliado na alocação dinâmica de recursos do pool (flexibilidade).
  • Storage Vmotion – permite movimentar as maquinas virtuais entre dois storages para evitar gargalos de IO, sem desligamento do servidor virtual.
  • DRS – Distributed Resource Scheduler é uma funcionalidade que permite ao datacenter virtual fazer balanceamento de carga das maquinas virtuais para adequar-se a mudanças na demanda de cada aplicação/maquina virtual.
  • DPM – Dynamic Power Management permite ao sistema reduzir o consumo de energia em momentos de baixo consumo de recursos.(***ainda não recomendado para produção***)

Algumas limitações do VMware:

  • [highlight type=”red”]Há apenas suporte experimental à aceleração 3D, tornando o VMware inviável para  jogos.
  • Existem alguns problemas com o uso de placas de rede sem fio (Wireless), sendo necessário usar o modo NAT..[/highlight]

Dicas para VMWare no Linux

Após instalar o VMWare web interface no Linux, ele vai solicitar a instalação de um plugin para o Firefox, como no Linux nem tudo são flores, você terá que  seguir alguns passos, pois o plugin não vai funcionar direito. No Ubuntu 9.04 já com o Client instalado ao tentar acessar a interface web do VMWare pelo Firefox basta acessar:   https://nomedohostvmware/ui lá você tem o básico das funções porém quando precisar precisar do console terá de instalar um plugin chamado vmware­mks.xpi para o Firefox.

vmware1

Como instalar?

1 – Acesse o host onde esta o console do vmare via web : https//nomedohostvmware/ui

2 – Entre com o LOGIN e SENHA

3 – Selecione a Maquina Virtual ou host Virtual

4 – Vá na aba console

5 – Aparecerá uma tela pedindo para instalar um plugin para o firefox :

6 – Caso instale diretamente do Browser ele apresentará erro.

vmware2

7 – Para solucionar isso faça o seguinte :

[highlight type=”yellow”]$ sudo wget ­­no­check­certificate https://nomedohost/ui/plugin/mozilla/linux/vmware­mks.xpi[/highlight]

8 – Renomeie o arquivo .xpi para .zip

[highlight type=”yellow”]$ mv vmware­mks.xpi vmware­mks.zip [/highlight]

9 – Copie e extraia o conteúdo para a pasta de plugins do mozilla dentro do seu home  :

[highlight type=”yellow”]/home/usuario/.mozilla/plugins [/highlight]

10 –Pronto, porém o plugin ainda não vai funcionar porque a libmks.so não está linkada ao libexpat.so.0 que não é encontrada no Ubuntu 9.04. Para isso faça o seguinte:

Acontece que temos a libexpat.so.1 mas não a libexpat.so.0 então a solução é adicionar um link para a libexpat.so.0 :

[highlight type=”yellow”] $ cd /usr/lib

$ sudo ln ­s libexpat.so.1.5.2 libexpat.so.0[/highlight]

Se houver problemas com dependências faça o seguinte :

[highlight type=”yellow”]$ sudo apt­get install libstdc++5[/highlight]

11 – Reinicie o firefox ­ Acesse a Interface web novamente e pronto. Você já pode visualizar o console.

vmware3

Acesse também: Virtual Machine Marketplace, onde é possível obter máquinas virtuais prontas

[/tab] [/tabs]

Referencias

Fórum Adrenaline, Virtual Box,   Virtual PC, VMWare ServerDicas-L, Sisnema, Guia do Hardware, Wikipédia VMWare, Wikipédia Xen, Wikipédia Citrix, Microsoft Hyper-V ServerSymantec State of Data Center

Virtualizando – Parte ll – Conhecendo o VirtualBox

  1. Virtual Box | http://www.virtualbox.org/wiki/Downloads  
  2. http://www.sun.com/software/products/virtualbox/index.jsp  
  3. Microsoft Virtual PC | http://www.microsoft.com/windows/virtual-pc/download.aspx[/note], produto antigo da Microsoft, mas que não era dela, como diversos aplicativos desde sua ascensão, foi e ainda é amplamente usado por técnicos de informática, entusiastas e usuários de sistema avançados.

    Principais Características:

    • Suporte para até quatro adaptadores de rede por máquina;
    • Configurações baseadas na linguagem XML;
    • Suporte para até 4GB de memória;
    • Possui Virtual Machine Additions, que oferece alto nível de integração entre os sistemas;
    • Roda a maior parte dos sistemas x86 sem a necessidade de drivers customizados.

    Dica – Aumentando o tamanho do disco de uma máquina virtual.

    Para quem trabalha com ambientes virtuais como eu, ou possui dezenas ou centenas de maquinas virtuais rodando diversas aplicações de desenvolvimento, homologação e produção.  Como já trabalhei com Virtual PC da Microsoft (para laboratório de sistemas Windows e OS/2), e já precisei aumentar o tamanho de um disco virtual e infelizmente a ferramenta não permite esse tipo de edição.

    A melhor forma para executar este tipo de tarefa é uma pequena ferramenta de pouco mais de 100kb, e claro o host deve ser Windows. A ferramenta VHD Resize[note] http://vmtoolkit.com/files/folders/converters/entry87.aspx[/note]

    Para utiliza-la desligue (a máquina virtual) mostre o caminho da unidade que sofrerá modificação no tamanho, e em seguida defina o novo tamanho. O resto pode deixar por conta da ferramenta.

    Dicas de uso – Compartilhamento de rede, pastas e adição de HDs

    Entre as opções, você pode alterar ou adicionar HDs (até um total de três), escolher a unidade de CD/DVD que usará (ou definir uma imagem ISO para uso como CD/DVD), além de desativar alguns dispositivos que não venha a usar.

    vpc1

    A rede na máquina virtual pode ser usada no modo de compartilhamento NAT. Geralmente é o ideal para usuários “comuns” que queiram usar a Internet na máquina virtual. Para isso, na seção “Networking” das propriedades da máquina virtual, escolha o modo de compartilhamento NAT, para um dos adaptadores:

    Assim você pode usar a conexão com a Internet na máquina virtual sem se preocupar com ajustes adicionais. Você pode configurar o compartilhamento de arquivos no sistema da maquina virtual para que possa trocar arquivos com o sistema real, mas há algumas formas “mais práticas”, ou alternativas. Para começar, basta arrastar arquivos ou pastas, de e para a máquina virtual.

    vpc2

    Selecione arquivos e pastas pelo Windows Explorer, arraste até o botão do Virtual PC na barra de tarefas, e sem soltar, aguarde até que a janela seja trazida para frente. Feito isso, leve a seleção até uma pasta ou para um local livre na área de trabalho do Windows na máquina virtual, e solte. Para o processo inverso, é a mesma coisa.

    Se você precisar frequentemente acessar arquivos diretamente do sistema host, pode então usar as pastas compartilhadas (“Shared Folders”). Nas propriedades da máquina virtual, vá para a seção “Shared Folders”, clique no botão “Share folder”, e escolha uma pasta do sistema host:

    Escolha uma letra para a pasta compartilhada, e então ela poderá ser acessada nessa letra de unidade, que passará a aparecer no “Meu computador” do Windows na máquina virtual. Se quiser que o mapeamento seja “permanente”, marque o item “Share every time” (Sempre compartilhar), caso contrário será válido apenas até que você encerre a sessão do Virtual PC. O acesso provido será de escrita e leitura, portanto, cuidado para não rodar besteiras na máquina virtual, que possam comprometer a segurança dos arquivos na pasta compartilhada.

    Ao desligar a máquina virtual clicando no botão “X” da janela do Virtual PC, você pode optar por desligar a máquina virtual ou salvar o estado dela:

    Em algumas características, ele se torna mais limitado do que o VMware Server (a versão gratuita do VMware), mas mesmo assim dá conta muito bem do recado na situação de rodar um Windows dentro de outro.

    [/tab]

    [tab title=”VMWare”]

    [dropcap type=”circle” color=”#ffffff” background=”#e53b2c”]O[/dropcap] que acho legal no VMWare[note] VMWare | https://my.vmware.com/web/vmware/downloads  

Coimbra, PMP on FacebookCoimbra, PMP on LinkedinCoimbra, PMP on TwitterCoimbra, PMP on Youtube
Coimbra, PMP

CEO do portal, apaixonado por gestão de projetos, metodologias, minha família, professor, consultor, certificado PMP, Six Sigma White Belt.


Comentários

Deixe uma resposta