Agile Certificação Conhecimento PRINCE2

Use o Agilometer no seu processo de transição para uma abordagem ágil

No artigo da semana abordo uma ferramenta, o Agilometer, cujo objetivo é avaliar a aceitação de metodologias ou frameworks ágeis dentro das organizações. Isso mesmo, um medidor que auxiliará o Gestor de Projetos avaliar qual o nível de aceitação de uma abordagem ágil, considerando seus principais aspectos, e consequentemente equilibrar ou ajustar para que a aderência ágil seja melhorada dentro das organizações.

Eu particularmente tive contato com o Agilometer através do PRINCE Agile, que apesar da metodologia ter em seu nome Agile, entendo que ela está mais para uma abordagem híbrida, pois integra de forma transparente o uso do método PRINCE2 aplicado as demais metodologias e framework ágil.

Quero lembrar que o PRINCE2 (PRojects IN Controlled Environments) é um método de gerenciamento de projetos pertencente a OGC (Office of Government Commerce) e sua versão Agile aborda as principais metodologias e frameworks ágeis.

Como surgiu o Agilometer?

Para adaptar o PRINCE2 da melhor maneira possível, é importante avaliar o contexto em que o projeto existe em relação ao ambiente. Para atingir esse objetivo, PRINCE2 Agile tem uma ferramenta de avaliação chamada Agilometer para responder à questão do nível de agilidade que precisávamos no projeto.

No caso de PRINCE2 e PRINCE2 Agile, foi considerado qual a dosagem de agilidade deveria ter sido adicionada ao Projeto PRINCE2, e através da tentativa de obter uma medida objetiva sobre a agilidade do projeto PRINCE2, foi desenvolvido o conceito Agilometer.

Qual o propósito do Agilometer?

O Propósito do Agilometer é estimar melhor as diferentes áreas de risco ao aplicar o gerenciamento de projetos ágil. Cada situação do projeto é diferente em alguma forma, devido a fatores variados, como o nível de confiança entre o cliente e fornecedor, as formas de tecnologia a ser utilizada e o nível de incerteza, portanto é de extrema importância e afim de obter o máximo benefício de usar um método ou abordagem, é essencial para ajustar e adaptar os nossos métodos de acordo com o contexto e as condições em que está operando.

Objetivo do Agilometer

  • Auxiliar a adaptação do PRINCE2 Agile, entendendo o nível de Agilidade que se adapta ao seu ambiente
  • Auxiliar na identificação de riscos relacionados ao Agile para um planejamento de resposta ao risco adicional

Quando usar o Agilometer?

O Agilomenter deve ser usado nas fases de pré-projeto, iniciação e ao final de cada estágio, afim de avaliar e influenciar mudanças para adequação do projeto à abordagem escolhida

O que o Agilometer verifica?

O Agilometer avalia seis áreas chaves, ou melhor avalia a maturidade da empresa ou equipe do projeto com relação à 6 aspectos, que devem ser pontuados de 1 (maturidade baixa) a 5 (maturidade alta).

Como o Agilometer deve ser usado para avaliar a agilidade do projeto?

O gerente de projeto (apoiado pela equipe do projeto) deve considerar cada aspecto separadamente. Um nível baixo (1) no agilometer representa um risco elevado, enquanto o nível mais elevado (5) representa o risco mais baixo. Nível 5 é a situação mais ideal para aplicar Agile na organização.

O que você pode esperar de Agilometer:

1. Flexibilidade com relação às entregas

Os clientes devem entender que nem tudo pode ser entregue. O método de priorização (por exemplo, MoSCoW) será usado para decidir quais clientes devem ter a entrega e quais clientes provavelmente não terão a entrega em tudo.

2. Nível de colaboração

Este fator deve ser uma consideração importante dentro da equipe de desenvolvimento, e também no que diz respeito à relação cliente e fornecedor também. O nível de colaboração considerado também será entre a equipe de desenvolvimento e o gerente de projeto, o conselho do projeto e outras entidades de apoio. Trabalhar em um forte e conectado “ambiente de parceria” trará os melhores resultados.

3. Facilidade de comunicação

A comunicação mais informal, melhor. Se possível, a comunicação face a face deve ser priorizada, como por meio do uso da placa de progresso (Kanban). Incentivar a colaboração nestas abordagens de comunicação ajudam a criar fortes níveis de comunicação e criam equipes eficientes.

4. Capacidade de trabalhar com entregas iterativas e incrementais

Benefícios para os clientes devem ser realizados em entregas parciais. O trabalho também deve ser feito em etapas incrementais antes de ser refinado em fases posteriores. Há grandes oportunidades para aprendizagem significativa e melhoria, tendo o tempo para experimentar, explorar e aprender com quaisquer erros iniciais.

5. Fatores Ambientais

O ambiente de trabalho deve ser muito favorável ao trabalho de forma ágil. Em uma situação ideal, as pessoas são designadas a tempo inteiro para trabalhar no projeto. Os profissionais também devem possuir as habilidades apropriadas e pertencer a equipes que são experientes e têm boa sinergia.

6. Aceitação ágil

Os envolvidos no projeto também precisam ter um entendimento claro sobre os benefícios de trabalhar de forma ágil. Eles também devem possuir conhecimento sobre o comportamento, conceitos e técnicas envolvidas no trabalho com mais agilidade.

Conclusão

Estes 6 aspectos, quando bem avaliado, ajudará-nos a mapear e traçar um plano de ação mais coerente e assertivo para um processo de transição para uma abordagem ágil.

É importante destacar que os aspectos com pontuação menor ou igual a 3 deverão ser priorizados e tratados com maior atenção.

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Flávio Costa
Gerente de Projetos na Hexagon
Gerente de projetos de T.I com mais de 15 anos de experiência em desenvolvimento de software, gestão de portfólios, programas e projetos, liderança e formação de equipes. Certificado PMP (Project Management Professional) e PRINCE2 Practitioner e PRINCE2 Agile

Gerenciou grandes projetos e programas de implantação de sistemas nos segmentos de comércio, varejo, engenharia, segurança pública e informações geográficas sempre com foco no relacionamento interpessoal, gestão de mudança com alto valor estratégico. Sempre engajado e comprometido em construir e liderar equipes para atingir as metas corporativas e entregar valores e benefícios a organização e cliente. Atualmente é Gerente de Projetos na Hexagon, Gerente de Portfólio no PMI-SP e Professor pelo SiteCampus

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