Linux nas Nuvens – Parte 1


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“Computação em Nuvem” é um termo usado para o consumo da TI, tecnologia da informação, através da Internet. Em vez de montar uma infraestrutura de TI própria com servidores, sistemas operacionais e aplicações, usa-se a infraestrutura de um terceiro e paga-se por isso como um serviço. Mais ou menos o que é feito com a energia elétrica. Hoje quase ninguém mais gera sua própria energia elétria, a maioria das pessoas e empresas usam a energia elétrica gerada por uma usina elétrica e pagam uma conta mensal sobre somente aquilo que foi utilizado. Essa é a ideia básica da “Computação em Nuvem”.

Mas o que é esse negócio de “nuvem”?

Quando queremos desenhar um esquema de rede onde não é relevante como estão exatamente organizados os equipamentos dessa rede, geralmente nós desenhamos uma nuvem para representar os tais equipamentos. Veja o desenho inicial do meu blog. Nesse desenho, a ideia que eu tentei passar com a nuvem chamada de Internet é de que não importam quais equipamentos são usados para enviar dados entre o “fw” e o “router”. O que realmente importa nesse desenho é que existe uma ligação, um caminho, entre o “fw” e o “router”. Na computação em nuvem a ideia é a mesma, ou seja, não importa onde está localizada a infraestrutura de TI, ou o data center, mas sim que ela esteja acessível quando alguém tiver que usá-la.

Por que migrar para computação em nuvem?

As vantagens para uma empresa contratar um serviço de computação em nuvem vão além de somente redução de custos com infraestrutura. Com a computação em nuvem, todo o trabalho de atualização, manutenção, contratação de pessoal especializado e até mesmo backup de dados geralmente é de responsabilidade da empresa que presta esse tipo de serviço. Além de que, quando na nuvem, os dados podem ser acessados a qualquer momento e de qualquer lugar através da Internet. Hoje, com a entrada dos smatphones, tablets, netbooks e todos os outros “handsets”, faz muito sentido para uma empresa ou mesmo para uma pessoa física ter seus dados acessíveis a qualquer momento e a partir de qualquer equipamento.

A segurança é um questionamento comum feito pelas empresas que pensam em migrar sua infraestrutura de TI para o modelo de computação em nuvem. Escolhendo-se bem o fornecedor do serviço, a segurança dos dados de uma empresa é, às vezes, até maior do que quando a própria empresa manipula, armazena e disponibiliza estes dados para seus clientes, fornecedores, colaboradores ou quem quer que seja.

Modelos de computação em nuvem

A prestação de serviço de computação em nuvem está dividida em três modelos básicos:

  1. SaaS (Software as a Service) – No modelo SaaS o prestador do serviço de computação em nuvem oferece um software, que geralmente ele desenvolveu, e que deve ser, obviamente, acessado através da Internet.  Geralmente esse acesso é feito usando-se o navegador do cliente. Alguns exemplos: gmail e google docs.
  2. PaaS (Platform as a Service) – No modelo PaaS o prestador de serviço de computação em nuvem oferece ao cliente uma plataforma de desenvolvimento para que o próprio cliente crie suas aplicações. Geralmente esse desenvolvimento é feito usando-se uma linguagem de programação específica do provedor do serviço. Exemplos: Google Apps, Force.com, etc.
  3. IaaS (Infrastructure as Service) – No modelo IaaS o prestador de serviço de computação em nuvem oferece ao cliente o hardware e/ou o sistema operacional para que o próprio cliente instale suas aplicações. Neste modelo surge uma forma muito interessante de “aluguel de hardware” que é a virtualização. O IaaS pode ser subdividido em:
    • Nuvem Privada: o cliente tem exclusivamente, à sua disposição, um ou mais servidores do data center do provedor do serviço de computação em nuvem. O cliente pode também levar seu próprio servidor, seu hardware, e deixá-lo sob os cuidados da equipe do provedor do serviço.
    • Nuvem Virtual: o cliente também tem, à sua disposição, um ou mais servidores que são disponibilizados pelo provedor do serviço de computação em nuvem. Porém neste caso os servidores (ou o hardware) são disponibilizados na forma de máquinas virtuais. Neste caso o provedor pode, por exemplo, ter um servidor físico com 4 Gigabytes de memória e alugar 4 máquinas virtuais com 1 Gigabyte de memória cada uma.
    • Nuvem Híbrida: o cliente tem, à sua disposição, uma mistura das nuvens privadas e virtuais, ou seja, ele tem algumas máquina físicas e algumas máquina virtuais instaladas na infraestrutura do provedor do serviço de computação em nuvem.

E onde entra o Linux nesta história toda?

O Linux, como sempre, está em todos os cantos. No mundo da “Computação em Nuvem” não é diferente. Ele está presente desde o data center na forma de servidor, tanto em máquinas físicas como virtuais, até nos equipamentos usados para acessar esses dados (smartphones, tablets, netbooks, etc).

Mas isso é assunto para um próximo post.

Até lá!

Ronaldo Afonso

Sobre Ronaldo Afonso

Ronaldo Afonso já escreveu 3 artigos no portal.

Tenho mais de 10 anos de experiência em Linux, rede de computadores e projetos usando linguagens de programação C e Python. Atualmente trabalho na Vex Pointer como analista de software embarcado.

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3 Interações

  1. Fabio disse:

    Olá Ronaldo, tudo bem?
    Eu gostaria de uma ajuda… preciso fazer meu TCC e gostaria que fosse em linux e sobre a computacao em nuvem. Mas preciso de uma aplicação para utilizar como exemplo para a apresentação pratica. Agradeço se puder me dar uma dica.
    Abraço.

  2. Olá Fabio,

    Uma resposta mais completa para sua pergunta estará em meu próximo post, Linux nas Nuvens – parte 2, porém acho que um tema interessante para seu TCC seria algo como: “Virtualização e Computação em Nuven”. Um exemplo prático disso seria o uso do Xen junto com o Linux.

    Espero que ter sido útil.

    Abraço …

  3. Fabio disse:

    Obrigado pela dica.
    Abrass.

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