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PayBack – Quando terei o retorno do meu investimento ?

O artigo desta semana aborda sobre um outro famoso indicador financeiro conhecido como Payback “retorno” que é uma técnica muito utilizada nas organizações para a análise do prazo de retorno do investimento em um projeto. Este indicador responde questões como: A partir de que momento (meses ou anos), o projeto passa a ser vantajoso do ponto de vista financeiro? Ou melhor, quando terei de volta o meu dinheiro investido?

Vamos lá !

O que é o PayBack?

O PayBack é o tempo de retorno desde o investimento inicial até aquele momento em que os rendimentos acumulados tornam-se iguais ao valor do investimento inicial. Este indicador fornece ao gerente a estimativa de quanto tempo vai levar (meses ou anos) até que ele recupere a aplicação/investimento inicial.

O PayBack é também visto como um indicador de risco de projeto por isso todo plano de projeto ou novo negócio deve ter como prioridade, minimizar seu payBack e é importante ressaltar que o PayBack está relacionado a outros indicadores, como:

  • Retorno sobre Investimento (ROI) – Indica o percentual de retorno sobre o investimento inicial.
  • Valor Presente Líquido (VPL) – Representa o somatório (acumulado) do valor presente do fluxo de caixa, utilizado para o cálculo correto do PayBack.
  • Taxa Interna de Retorno (TIR) – é a taxa de juros para a qual o Valor Presente Líquido se torna zero.

Podemos resumir que quanto mais tempo a organização precisar esperar para recuperar o investimento, maior a possibilidade de perda. Por outro lado, quanto menor for o período de PayBack, menor será a exposição da organização aos riscos.

Como Calcular o PayBack?

Para calcular o PayBack, é preciso entender o que é fluxo de caixa – pois será a partir do fluxo de caixa que você vai calcular o tempo para o investimento retornar. Fazer o fluxo de caixa significa que você vai controlar, equilibrar e destinar com qualidade tudo que entra e sai de valores da sua organização.

O Cálculo do PayBack é relativamente simples, mas é necessário ter cuidado na hora de calcular as variáveis, pois é importante ter um adequado planejamento do fluxo de caixa.

É necessário apontar todos os custos relacionados ao investimento, assim como incluir custos com equipamentos, funcionários, despesas administrativas entre outro custos operacionais relacionados.

Com todas as variáveis identificadas, através de demonstrativos de resultados, define-se a média mensal do fluxo de caixa (importante considerar um período, como 12 meses) e então divide-se o investimento inicial por esse resultado e tem-se o PayBack do projeto.

Exemplo 1:

O fluxo acima indica que nos dois primeiros meses o projeto deu prejuízo e o fluxo de caixa livre estava em -R$30.000,00. Após o terceiro mês, o projeto tornou-se operacionalmente lucrativo e começou a “devolver” capital. Tendência que se seguiu e no quinto mês tornou-se definitivamente positivo o fluxo de caixa livre. É justamente neste mês que o projeto alcançou o Payback.

Exemplo 2:

Maria deseja comprar um computador para desenvolver sites, e sabe que um computador com todos os recursos e softwares devidamente licenciados sairá no valor de $3.000,00.

Maria já tem 10 contratos de sites confirmados todos no valor de $600,00 cada. Se Maria leva 1 mês para fazer um site e recebe o pagamento na entrega do mesmo, ela terá reembolsado o valor investido no computador na entrega do 5º site que seria ao final do 5º mês.

Payback= $3.000,00 = 5 meses

Para o exemplo acima não levamos em consideração:

  • A taxa de juros;
  • Inflação do período;
  • Custo de oportunidade;
  • Variação do fluxo esperado;

Qual a diferença entre payback simples (nominal) e descontado (valores atualizados) ?

O PayBack simples apresentado acima, apresenta a vantagem de ser simples e rápido, e mede o grau de risco de determinado investimento, mas não considera o valor do dinheiro no tempo, os fluxos de caixa depois do período de payback e o custo de capital da organização.

O PayBack descontado usa uma taxa de desconto, geralmente anual e uma das mais usadas é a TMA (Taxa Mínima de Atratividade), definida pelos próprios investidores. Dessa forma, todos os fluxos de caixa terão o desconto dessa taxa em relação ao período especificado.

Vantagens do PayBack

  • O fato de ser bastante simples na sua forma de cálculo e de fácil compreensão;
  • Fornece uma ideia do grau de liquidez e de risco do projeto;
  • Em tempo de grande instabilidade e pela razão anterior, a utilização deste método é uma forma de aumentar a segurança dos negócios da empresa;
  • Adequado à avaliação de projetos em contexto de risco elevado;
  • Adequado à avaliação de projetos com vida limitada;

Desvantagens do PayBack

  • Apresenta o inconveniente de não ter em conta os fluxos de caixa gerados depois do ano de recuperação, tornando-se assim, desaconselhável na avaliação de projetos de longa duração.
  • O PayBack valoriza diferentemente os fluxos recebidos em diferentes períodos, mas apenas segundo o critério dualista: antes ou depois do PayBack, sendo indiferente o período em que recebe dentro de cada um destes intervalo
  • Para projetos de duração mais longa, o recurso não é muito recomendado, pois não considera os fluxos de caixa produzidos depois do ano de recuperação.

Conclusão

O payback, assim como outros indicadores, tem sua importância e deve ser considerado na hora de avaliar a viabilidade de projetos e investimentos.

Apesar de todo negócio estar sujeito a riscos e perdas, o payback fornece uma orientação para determinar o grau de risco de certos empreendimentos, cabendo ao gestor a decisão final de levá-los adiante ou não.

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Flávio Costa
Gerente de Projetos na Hexagon
Gerente de projetos com mais de 15 anos de experiência desde desenvolvimento de software, gestão de portfólios, programas e projetos, liderança e formação de equipes. Possui as principais certificações gestão de projetos como: PMP (Project Management Professional) pelo PMI, PRINCE2 Practitioner, PRINCE2 Agile e MoP (Management of Portfolio) pela Axelos, Agile Scrum pela Exin entre diversas outras.

Gerenciou grandes projetos e programas de implantação de sistemas nos segmentos de comércio, varejo, engenharia, segurança pública, informações geográficas e setor público sempre com foco no relacionamento interpessoal e gestão de mudança com alto valor estratégico. Sempre engajado e comprometido em construir e liderar equipes para atingir as metas corporativas e entregar valores e benefícios a organização e cliente.

Atualmente é: Gerente de Projetos na Hexagon, Gerente de Portfólio no PMI-SP, Professor em gestão de projetos pelo SiteCampus e Colunista nos portais TI Livre e Projetos e TI.

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