Onde estão os bons empregos em projetos em 2017?

Esse artigo foi escrito por Marco Enes que é gerente de projetos há 14 anos e professor do PMI (Project Management Institute). Para conferir sua próxima palestra online em como conseguir um novo emprego na área de projetos veja AQUI.

Alguns profissionais de projetos estão conseguindo ótimos empregos desde o início de 2017 enquanto muitos ainda estão presos a empregos ruins ou ainda desempregados

Durante minha carreira já apliquei para dezenas de vagas, trabalhei para algumas das maiores empresas do Brasil, contratei muita gente, e já tive que demitir também. Frequentemente ajudo profissionais que estão em busca de um cargo ou salários melhores na área de projetos.

O ano de 2017 promete ser um ano de muitas novas contratações, e a abordagem escolhida por cada profissional na busca pelo emprego pode significar encontrar um melhor logo ou emprego ou continuar à deriva no mar de empregos fajutos e baixos salários.

Aplicar para vagas é o caminho mais difícil

Eu costumava achar que deveria aplicar para vagas em sites de vagas, grupos e até nas redes sociais, até que entendi que depois da crise isso simplesmente deixou de funcionar. No entanto muita gente continua colocando a maior parte dos seus esforços aplicando para dezenas de vagas. É muita energia e esperança que vai por água abaixo.

Quando aplicamos para vagas junto com outras dezenas ou até centenas de profissionais, estamos competindo por experiência e diluindo nosso valor, que não é uma relação ganha-ganha como deveria ser uma boa contratação.

Quem é encontrado pelos recrutadores de RH tem mais chance de ser chamado para a entrevista

Depois da crise passaram a sobrar profissionais no mercado e faltar ofertas de emprego. Cada vaga agora tem centenas de aplicações e os recrutadores de RH precisam avaliar centenas (às vezes milhares) de currículos.

Antes da crise era difícil pra um recrutador tirar um profissional de uma empresa, e então precisavam publicar as vagas em aberto e analisar os currículos que chegavam em busca do profissional que melhor se encaixasse com a vaga.

O Linkedin é uma rede social de profissionais e atualmente conta com mais de 25 milhões de profissionais cadastrados no Brasil. Uma pesquisa mostrou que 93% das empresas brasileiras usam o Linkedin para encontrar e contratar profissionais. Isso é possível porque o Linkedin possui uma ferramenta de busca por profissionais com recursos avançados que são usados pelos recrutadores. Se há um lugar onde os recrutadores podem buscar os profissionais que precisam porque iriam procurar em outros sites?

O que me fez acreditar nisso foi saber que um estudo da Sociedade de Gerenciamento de Recursos Humanos revelou que 76% das vagas disponíveis no mercado não são publicadas em lugar nenhum! Ou seja, essas são as vagas que são preenchidas através das buscas dos recrutadores ou por indicação.

As indicações são uma das melhores formas de conseguir ser chamado para uma entrevista, e existem táticas simples de influência pessoal para se conseguir essas indicações. No entanto na maioria das vezes os recrutadores não podem esperar por uma indicação e encontram o profissional pelo meio mais rápido, que é a busca feita no Linkedin.

O que faz a diferença é o que o profissional escreve em seu perfil

Foi realizado um estudo com centenas de recrutadores usando tecnologia de ‘eye tracking’ que rastreia para qual local do perfil o recrutador olha e por quanto tempo mantém a atenção em cada seção. Esse estudo mostrou que os recrutadores levam em média 6 segundos para descartar ou não um perfil.

Portanto captar e manter a atenção é essencial. Isso explica também porque profissionais com muita experiência sequer são chamados para entrevistas e perdem oportunidades para profissionais menos experientes.

Muitas dicas espalhadas pela internet fazem com que um profissional fique confuso quanto a forma como escrever um perfil e acabam repelindo recrutadores que podem ter uma vaga ideal para o profissional, já que se o recrutador chegou no perfil do profissional, existe uma grande chance do profissional ser um bom candidato para o emprego, e se torna uma oportunidade desperdiçada.

A entrevista não serve só para detalhar o currículo

No novo cenário as empresas estão buscando profissionais que possuem as competências comportamentais certas e priorizam isso sobre as habilidades técnicas. Na velocidade em que as tecnologias estão evoluindo, essas empresas entendem que um profissional que demonstre a capacidade de aprendizado rápido é mais atrativo a outro que já possui o conhecimento mas não demonstra a capacidade de adaptação e evolução rápida.

Por causa de uma formação essencialmente técnica, poucos profissionais da nossa área sabem como expressar numa entrevista de emprego que possuem as competências que as empresas podem usar para serem uma ativo valioso, ao invés disso deixam na cabeça do gestor da vaga a dúvida se o candidato pode gerar um problema de relacionamento para os demais integrantes da equipe. No entanto grande parte dos profissionais ainda se preocupam em demonstrar apenas habilidades técnicas.

Porém não basta apenas citar competências como gerenciamento de conflitos, facilitar a tomada de decisão em grupo ou ainda uma das 57 outras competências que ensino a meus alunos. É preciso demonstrar que o profissional já usou a competência no passado ou saberia como usá-la em alguma nova situação.

Convite

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Marco Enes, PMP
Gerente de projetos de T.I. com 14 anos de experiência em formação de equipes ágeis e projetos de implementação de marketing digital e certificado PMP

Gerenciou projetos de implantação de ERP nas áreas de energia, óleo e gás e manufatura. Mais recentemente gerenciou o portfólio de projetos de e-commerce da maior varejista de moda do Brasil. Atualmente atua no planejamento e execução de estratégias de marketing digital para produtos digitais.

Marco já escreveu dezenas de artigos sobre gerenciamento de projetos publicados em diversas publicações da área, palestrou em congressos online e presenciais. Atua no capítulo do Rio Grande do Sul do Project Management Institute (PMI) como professor do curso preparatório para a certificação PMP e voluntário do Seminário de Gerenciamento de Projetos, entre outros projetos no chapter.