Sustentabilidade Empresarial versus Valor de Mercado
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Atualmente é muito comum se deparar com algumas campanhas publicitárias de empresas que realizam ações sociais ou ambientais para seus funcionários, comunidades e clientes. Essas ações refletem uma imagem positiva da empresa mediante ao mercado em que atua. Seus potenciais consumidores demonstram preferência por produtos de empresas que se preocupam com fatores sociais e ambientais. Essas empresas são beneficiadas com selos ou incentivos governamentais.
Para Ribeiro e Lisboa (1999), a RSE (Responsabilidade Social Empresarial) é a preocupação empresarial com os riscos de continuidade do negocio que envolve: público interno, meio-ambiente, fornecedores, clientes, comunidade, governo, valores e transparência do negocio.
A partir de uma abordagem sociológica Fischer e Falconer (1999) afirmam que a RSE é um valor que determina os padrões de comportamento aceitos na cultura de uma sociedade. Estes comportamentos referem-se às relações estabelecidas entre as pessoas, seja pelo contato interpessoal, grupal ou no contexto da sociedade como um todo. A RSE corresponde à absorção destes valores na esfera das organizações. Portanto Fischer e Falconer (1999) referem-se às formas de comportamento que, de acordo com a cultura organizacional, são consideradas como responsáveis no âmbito dos relacionamentos que ocorrem no desempenho dos papéis e das atividades da organização.
Foi utilizada amostra de dados correspondente às empresas de capital aberto pertencentes à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos anos de 2006 e 2007, excluindo aquelas que apresentaram patrimônio líquido negativo. As empresas que não disponibilizaram informações via formulário de Informações Anuais (IAN) ou estavam incompletas foram excluídas da amostra. Os dados foram adquiridos junto à base de dados do Economática®, sendo que 21,74% da amostra no ano de 2006 corresponde a empresas listadas na carteira ISE, em 2007 o percentual foi para 34,78%.
A fim de realizar uma analise significativa, será considerado as variáveis do quadro.
Com o auxilio do solfware estatísticos Eviews® foi possível realizar a estimação dos parâmetros do modelo de regressão múltipla, aplicando o método dos mínimos quadrados ordinários (MQO), conforme descrito por (Hoffmann e Vieira, 1977), a MQO consiste em adotar os estimadores que minimizam a soma dos quadrados dos desvios entre valores estimados e valores observados na amostra.
Pode-se observar que os dados apresentam um comportamento não normal, devido ao teste de normalidade de Jarque-Bera, rejeitado ao nível de 1%, uma vez que p-valor é menor que 0,01. O coeficiente de determinação ( 2 R ) é segundo (Hoffmann e Vieira, 1977) a medida de quão bem a equação de regressão se ajusta aos dados amostrais e um valor próximo de 0 resulta num ajuste ruim. O modelo apresentado demonstra um 2 R igual a 32,3%, ou seja, segundo (Hoffmann e Vieira, 1977) é a quantidade de variação em que y (Q de Tobin) é explicada pela reta de regressão calculada pelas variáveis de controle (PL, OC, TAM, NE e ROA) e independente (ISE).
O valor 2 R igual a 32,3% e 2 R ajustado igual a 23,9% é satisfatório para uma analise de dados cross-section que segundo (Gujarati, 2004) são dados coletados de inúmeras variáveis onde os valores das mesmas são do mesmo espaço de tempo, assim como os dados da amostra.
O fato de a empresa adotar ações sustentáveis não é um fator determinante para que apresente um aumento no seu valor de mercado, isso quando comparamos com o resultado das demais variáveis analisadas.
No momento em que uma empresa atua de forma sustentável ela melhora sua imagem institucional o que contribui para adquiri recursos de terceiros a custos menores (NE) e a alavancar receitas de vendas (PL), ou seja, a empresa mantém um nível de endividamento equilibrado e lucros acumulados cada vez maiores e conseqüentemente aumenta seu valor de mercado; em suma é possível afirmar que o fato de a empresa esta listada na carteira ISE contribui indiretamente para um Q de Tobin elevado.
Referencias:
- RIBEIRO, M. S.; LISBOA, L. P. Balanço Social. Revista Brasileira de Contabilidade, São Paulo, n° 115 jan/fev.1999; ▲
- FISCHER, R. M.; FALCONER, A. P. Voluntariado Empresarial – Estratégias de Empresas no Brasil. Centro de Estudos em Administração do Terceiro Setor – CEATS/USP. São Paulo, 1999. Disponível em: <www.ceats.org.br>. Acesso em 7 maio. 2009; ▲
- HOFFMAN, R; VIEIRA, S. Analise de Regressão: Uma Introdução à Econometria. São Paulo. Editora Hucitec. 1977; ▲
- GUJARATI, D. Basic Econometric. 4º ED. Mc Graw Hill. 2004. ▲
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Ronald, adorei o artigo!
É comprovado que a sustentabilidade é uma preucupação atual das empresas, pois sabe-se que cada dia mais o consumidor preucupa-se em saber quais empresas tem práticas sustentáveis. Hoje graças a evolução tecnologica, não é necessário mais do que 5 min. ou um click para que a imagem de uma empresa seja prejudicada. Portanto é essencial que as empresas preucupem-se em ser sustentáveis em um todo.
Abrç.