A visão holística na gestão da TI
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Os processos de TI, sejam eles táticos ou operacionais, compõem um subsistema corporativo, cuja função provê à empresa especialidades necessárias ao sistema como um todo. Isso é fácil de admitir, mas nem tão óbvio quando praticado.
Diferente do que muitos gestores admitem, a TI opera sobre processos tácitos resultantes de iniciativas ad hoc. Isso é comum porque, nos processos corporativos, a TI muitas das vezes é colocada como uma caixa funcional e não como uma unidade tática. O melhor dos mundos seria
ter os processos – vejam bem processos e não funções – da TI integrados aos demais processos corporativos, como vendas, compras, financeiro, escritório de projetos, logística etc., recebendo entradas de outras áreas e provendo saídas ao sistema de gestão. Essa integração permite à TI tratar entradas não somente como demandas funcionais, mas sim como demandas que necessitam ser processadas por diversas áreas de sua competência.
Um cenário de integração pode ser alcançado por uma iniciativa de convencimento da alta direção tomada pela própria TI. O trabalho de convencimento é árduo. Envolve vontade e força política, além de conhecimento do fluxo de processos que fazem a empresa girar. Para isso, a TI precisa saber mais do que faz. Compreender o fluxo é o início para que os próprios processos sejam criados com eficácia e, consequentemente, possam ganhar a adesão necessária. Ter uma visão holística da empresa é a única maneira de se implantar processos viáveis e eficazes.
Perceba que é a empresa como um todo que precisa ser observada, e não somente a TI, ou qualquer que seja a área funcional em que se atue. O gestor, estimulado pela adesão a um ou outro framework, considera que as suas interfaces de controle que interagem com outras áreas, são processos suficientemente capazes para uma boa gestão e ignoram a necessidade de buscar aprofundamento além das interfaces processuais. Creia que quando um processo lhe fornece informações, essas não são completas o suficiente para serem creditadas como verdade. Há diversos fatores que podem mascarar um controle e conduzir uma decisão ao um fiasco irrecuperável. Portanto, é indispensável ter uma visão além da TI para que uma boa análise tenha bons efeitos.
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Excelente texto, realmente faltam a muitas empresas essa visão estratégica.
Obrigado pelo comentário, Juarez.
A TI precisa ser menos instrumental. A boa notícia é que os profissionais da área estão se qualificando para isso.
Abraços.
Cleber
Bom dia Cléber,
Você disse no comentário acima que os profissionais estão se qualificando para isso. Que tipo de qualificação e/ou cursos seriam recomendados para aprofundar o conhecimento nessa área?
Renan
Gestão de Pessoas, de Projetos, Financeira, de Risco e Estratégica são assuntos recentes na TI tradicional, pois extrapolam os bits e bytes. Portanto, a qualificação nesses temas é o que as empresas estão buscando por aí no novo gestor de TI.
Recomendo iniciar pela leitura dos itens abaixo e então buscar uma qualificação mais direcionada como uma Graduação ou Pós-Graduação focadas em Gestão de TI. Os cursos voltados à ITIL e ao COBIT também são bons direcionadores, mas NÃO substituem a leitura prévia.
- GONÇALVES, Alcindo F. “O Conceito de Governança”. In: Anais do XV Congresso Nacional do CONPENDI: Tema: Direito, Sociobiodiversidade e Soberania na Amazônia. Florianópolis, 2007.
- MAGALHÃES, Ivan L.; BRITO, Walfrido. Gerenciamento de Serviços de TI na Prática – Uma abordagem com base na ITIL. Novatec. São Paulo, 2007.
- WEILL, Peter; ROSS, Jeanne W. IT Governance. Harvard Business School Press. Massachusetts, 2004.
- http://cisr.mit.edu/
Abraços.
Cleber
Complementando:
FERNANDES, Aguinaldo A.; ABREU, Vladimir F. Implantando a Governança de TI: Da Estrategia à Gestão de Processos e Serviços. Brasport. Rio de Janeiro, 2007.
Obrigado Cléber!