Recursos Humanos – Técnica de Moltke


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Verifiquei uma discussão no LinkedIn a algum tempo onde o assunto era justamente ter um profissional certificado ou um profissional com MBA, o que me agradou nela foi justamente uma opinião do The Lazy Project Manager que descreve a teoria de guerra do General prussiano, chefe de estado maior do império, Helmuth Karl Bernhard Graf von Moltke.

Helmuth Karl Bernhard, Graf[1] von Moltke (Parchim, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, 26 de Outubro de 1800Berlim, 24 de Abril de 1891), foi um marechal-de-campo prussiano, liderava uma numerosa divisão do Exército prussiano na Unificação Alemã e na Guerra Franco-Prussiana. Estudou na Academia Militar de Copenhague.

Inicialmente, alisou-se no Exército Dinamarquês, mas em 1822 alistou-se no Exército Prussiano, como tenente. Entrou para o Estado-Maior do exército Prussiano em 1835 e em 1835, foi enviado à Turquia para ajudar na modernização do Exército daquele país. Retornou à Prússia em 1839, como chefe do Estado-Maior do IV Corpo. Comandou as operações na Guerra dos Ducados (1863), contra a Dinamarca, na Guerra das Sete Semanas (1866), contra a Áustria e na Guerra Franco-Prussiana (1870), quando do surgimento do Segundo Reich. Publicou vários livros de temática militar, onde explicava suas táticas de guerra. – Fonte: Wikipedia

Moltke entendia que os recursos humanos poderiam ser divididos em quadrantes dentro do pelotão de maneira que seja qual for a estratégia, ele poderia utilizar seu exército da forma mais eficiente possível, para isso ele dividia seus oficiais que estavam prestes a serem promovidos seguindo uma matriz a cujos eixos eram:

Vagabundos X esforçados
Idiotas X Inteligentes

Criando quatro quadrantes A, B, C e D conforme o gráfico à baixo.

Diagrama de Moltke – Clique para ampliar

 

A – Vagabundos e idiotas

Considerava estes já no pico da carreira e deviam ficar na patente que estão até passar para reserva, quem sabe

um dia podem até ter uma boa ideia.

B – Inteligentes esforçados

Estes seriam obsecados e orientados a micro-management, portanto podiam até ser promovidos mas não para

Estado Maior, mas sim para cumprir ordens.

C – Idiotas esforçados
Estes eram considerados perigosos, por que podiam a qualquer momento fazer uma bobagem, portanto não era questão

de promovê-los mas sim passar rapidamente para reserva!

D – Inteligentes mas vagabundos

Estes sim deviam ir para o estado Maior, por que com certeza achariam meios de trabalhar menos e mesmo

assim fazer o trabalho.

Então, como você pode garantir que seus gerentes de projeto possam produzir de modo mais eficaz e oferecer projetos bem sucedidos?

Nós todos sabemos sobre a regra 80/20, vamos começar por aí.

O princípio de Pareto (também conhecido como regra 80/20) afirma que para muitos fenômenos 80% das conseqüências provêm de 20% das causas. A idéia tem aplicação em muitos lugares, mas também é utilizado abusivamente, por exemplo, é um abuso afirmar que uma solução para um problema “se encaixa a regra 80-20″ apenas porque ele se encaixa de 80% do casos, deve-se entender que esta solução exige apenas 20% dos recursos necessários para resolver todos os casos.

O princípio foi, de fato, sugerido pela gestão do pensador Joseph M. Juran e foi nomeado após o economista italiano Vilfredo Pareto, que observou que 80% da propriedade da Itália era detida por 20% da população italiana. O pressuposto é que a maioria dos resultados em qualquer situação são determinados por um pequeno número de causas.

Assim, 20% dos clientes podem ser responsáveis por 80% do volume das vendas. Isto pode ser avaliado e é provável que seja mais ou menos certo, e pode ser útil na tomada de decisões futuras. O Princípio de Pareto também se aplica a uma variedade de assuntos mais mundanos: pode-se supor que cerca de 20% usam a nossa roupa mais nos favorece cerca de 80% do tempo, talvez nós gastamos 80% do tempo com 20% de nossos conhecidos e assim por diante.

O Princípio de Pareto ou regra 80/20 pode e deve ser usado por qualquer pessoa inteligente, mas preguiçoso na sua vida cotidiana. O valor do Princípio de Pareto para um gerente de projeto é que ele lembra que você deve focar os 20 por cento do que importa.

Ao apreciar as coisas que as pessoas fazem durante o dia de trabalho, apenas 20 por cento realmente importam. Os 20 por cento produzem 80 por cento dos resultados.

Então, você deve começar a identificar e focar as coisas durante sua jornada de trabalho e liberar os outros 80%. Este é o primeiro passo para se tornar ainda mais eficaz – menos é definitivamente mais – fazê-los na Direção ‘Preguiçosa’ De gerenciamento de projetos, evitando-se longas horas de trabalho em tarefas que não precisam ser trabalhadas, mas fazendo um trabalho mais produtivo sobre aqueles que realmente importam.

Com base nisso, tenho algumas perguntas à você:

  1. Seria possível com a técnica de Moltke gerenciar projetos e gerenciar os recursos humanos de maneira mais eficiente?
  2. Identificar estes recursos hoje em dia é simples e descomplicado?
  3. Este método se adequaria em qualquer cultura organizacional?
  4. Qual a sua Opinião?

‘Whenever there is a hard job to be done I assign it to a lazy man; he is sure to find an easy way of doing it.’
“Sempre que há um trabalho difícil de ser feito, eu o atribuí a um homem preguiçoso, ele é a certeza de encontrar uma maneira fácil de fazê-lo.” – Walter Chrysler -

Sobre Coimbra

Rodrigo Coimbra já escreveu 137 artigos no portal.

Administrador e fundador do site Projetos e TI. Técnico em manutenção desde 2000, graduado em Sistemas Informatizados Internet e Redes em 2005. Entusiasta de Sistemas Operacionais, principalmente OS/2 Warp, mantendo e colaborando no site OS/2 Warp Diário de bordo, Trabalha como Analista Desenvolvedor no ramo de B2B e e-Procurement, é estudioso de Wordpress e é pós graduado em Gerenciamento de Projetos. Sigam-me os Geeks @coimbrarodrigo. E veja nossos RSS no @projetoseti.

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5 Interações

  1. Paulo disse:

    Fala coimbra,
    A cada dia que passa você esta crescendo em qualidade aqui no blog.
    Parabéns. Gostei do post.
    Se a gente usasse a teoria do Dilbert descrita no livro : O Princípio Dilbert, onde ele diz que somos todos idiotas fazendo coisas idiotas então…estaríamos no quadrante C…rss..
    Abraço

  2. Coimbra disse:

    Paulo,
    Como sempre estamos evoluindo, claro você muito mais com certeza, espero que logo todos nós podemos começar a pensar fora da caixa

  3. Excelente artigo! Só que nesse meio temos que classificar os preguiçosos, pois temos os preguiçosos que criam um jeito mais fácil de fazer e aqueles que empurram com a barriga e acabam não fazendo nada. Informação de qualidade.

  4. Geraldo Cruz disse:

    Acredito que técnica de Moltke possa ser aplicada para gerenciar projetos e recursos humanos, mas deveríamos melhorar os nomes da matriz, porque são muito pejorativos e podem dar margem para outras questões.
    A identificação destes recursos dentro de uma empresa é fácil e descomplicada, pode levar um tempo para achar estas pessoas.
    Não vejo o porquê de não utilizar em qualquer cultura organizacional, talvez em empresas familiares isto não seja possível, devido ao protecionismo, e talvez em algumas organizações públicas.
    Se temos um indivíduo na equipe que é “Esforçado/Idiota” é porque não foi selecionado adequadamente, ou porque a empresa não ofereceu condições de seu crescimento profissional, e ele tornou-se um “idiota”.

    • Coimbra disse:

      Boa noite Geraldo, primeiro obrigado pela visita, volte sempre!

      Realmente concordo com você, mas para uma época onde não havia o conceito ‘social’ de hoje em dia é válida, creio que com base nela podemos elaborar um diagrama voltado para o ambito empresarial com um conceito mais formal de eixos.

      Abraços,

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