Gestão Estratégica: A importância do Diagnóstico Estratégico

Olá caro leitor! Nesta etapa da Série Gestão Estratégica, iremos compreender a necessidade de verificar se a execução da gestão estratégica está saindo da forma planejada. Porém, não convém apenas avaliar, é necessário estar preparado para as mudanças – se necessárias – visando o bom desempenho e o alcance do objetivo organizacional. Afinal, “um bom plano que não admite modificação é um mau plano”. 1

Vamos ao conceito! O Diagnóstico Estratégico proporciona ao gestor, informações básicas e pertinentes para verificação das vantagens do planejamento estratégico, através do tratamento adequado dos pontos fortes, fracos e neutros da organização; assim como as oportunidades e ameaças do ambiente externo. Esta é a etapa do processo que tem o objetivo de mostrar qual a situação real da organização, de acordo com os aspectos internos e externos.

Podemos considerar que o Diagnóstico Estratégico nos fornece um embasamento teórico, com as informações relevantes para a tomada de decisão. É importante levarmos em consideração, o desempenho da organização nos últimos períodos, bem como as experiências, situação e, claro, o objetivo futuro. Pois, “Não é possível planejar o futuro apenas pelo passado”. 2

Dados, Conhecimento e Informação

Na era da Tecnologia da Informação e Comunicação, não é novidade para ninguém que a Informação seja um item extremamente importante e fundamental para o crescimento e sobrevivência da organização.

Os Dados “são descrições de objetivos ou eventos que, isoladamente, não provocam nenhuma reação no Gestor. Informações representam a comunicação que pode produzir reação ou decisão, frequentemente acompanhada de um efeito”.3Mas não teriam importância alguma se não soubermos o que fazer com estes dados, “o Conhecimento é a informação mais valiosa […] porque alguém deu à informação um contexto, um significado, uma interpretação…”4. Se faz necessário realizar o processamento dos Dados e transforma-los em Informação, que, segundo Druker, são “dados dotados de relevância e propósito”5.

O que isso tem haver com o Diagnóstico Estratégico? Tudo! Não só com o diagnóstico, mas com o Planejamento como um todo. É necessário elencar informações, mensurar e utiliza-las da maneira correta. Pense sempre que se nós não realizarmos um planejamento adequado, outros o farão para nós, por nós, ou contra nós! Como dito no artigo anterior, existe um método para análise muito útil para o planejamento e, principalmente, para o diagnóstico. Confira:

Método de Análise

Conhecida e utilizada por diversas organizações, a Análise SWOT6 é uma ferramenta utilizada como método de Análise no Planejamento Estratégico, com o objetivo de avaliar as Forças e Fraquezas do ambiente interno; as Oportunidades e Ameaças, do ambiente externo da organização.

Por meio da análise realizada no ambiente interno, poderemos obter informações sobre o desempenho de fatores controláveis pela organização, como: produtividade da mão de obra, inovação, capacitação, recursos financeiros e tecnológicos, entre outros. E, do ambiente externo, será possível reconhecer as oportunidades e ameaças do seu negócio.

Ao obtermos os dados das análises, e elencarmos informações, com base nos conhecimentos adquiridos, teremos condições de verificar se o planejamento estratégico está sendo executado da forma esperada. Caso não, teremos condições de modificar o planejamento e/ou plano de ação, visando sempre à obtenção de resultados e alcance dos objetivos organizacionais. Porém, nem todas as informações devem ser levadas ao “pé da letra”, é fundamental que o gestor faça uma triagem das informações mais relevantes em relação à organização, buscando priorizar as oportunidades vinculadas aos pontos fortes; procurando desviar das ameaças e corrigir os pontos fracos; ampliando as chances de obter sucesso.

Entendemos que o Diagnóstico Estratégico, tem o objetivo de apontar a situação atual da organização, levantando informações sobre o modelo de gestão, fornecendo um posicionamento mercadológico, sobre seus colaboradores e clientes, facilitando a tomada de decisões e alavancando seus negócios! “Não é a organização mais forte que sobrevive, nem a detentora de maiores conhecimentos, mas a que melhor se adapta às mudanças do mercado”.7

Espero que tenha gostado e não deixe de contribuir com a sua opinião e sugestão, elas são sempre bem vindas para nós! ;D

Referencias

  1. Publilius Syrus – Primeiro século antes de Cristo  
  2. Edmund Burke (1729-1797)  
  3. Adaptado de Matarazzo 1998, p. 18  
  4. Davenport (1998)  
  5. apud DAVENPORT, 1998  
  6. Introdução à Gestão Estratégica: Em busca do Sucesso Organizacional – http://projetoseti.com.br/introducao-a-gestao-estrategica-em-busca-do-sucesso-organizacional/  
  7. Adaptado de Charles Darwin  

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Renato Cunha
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