Governança

Gerenciamento da TI for Dummies

Você já leu o meu post anterior? Bem, se já leu e sabe qual o papel da TI na sua empresa, então meio caminho andado, pois você já conseguiu compreender os limites de seu departamento.

Um dos problemas que tenho encontrado nos profissionais de infraestrutura que querem se familiarizar com o tema gerenciamento é o desconhecimento do todo que está em suas mãos. E, por conta disso, quando falam em tomar a iniciativa, questionam-se por onde começar?, por qual atividade dentre tantas frentes recomendadas pelos frameworks? O bem intencionado gerente está sempre à procura de um “Gerenciamento da TI for Dummies”, ou um “Implante o gerenciamento da TI em 24 horas”, achando que frameworks são passo a passos para colocar a TI nos trilhos. Para essa crença, tenho quatro dicas.

Primeira dica: esqueça o framework.

O framework não faz a cabeça de ninguém e é só um modelo sugestivo para enquadrar suas práticas. Tem profissional que acha que framework é receita de bolo, “how to”, passo a passo. ESQUEÇA ISSO! Framework é essencial quando já há mais que apenas intenção de gerenciamento. Primeiro de tudo: PRATIQUE o gerenciamento!

Segunda dica: dê o primeiro passo.

Não espere o momento certo para tentar. Comece com o que você pode e consegue fazer, o resto se enquadra à medida que as suas ações gerenciais amadurecem. Apesar de parecer contraditório com a primeira dica, o primeiro passo pode ser dado pela auto avaliação da OGC, disponível no site da ITSMF. Esse “self assessment” baseia-se em um modelo genérico de avaliação, utilizado em várias áreas que fazem gestão de processos e, portanto, não é fiel a um framework.

Terceira dica: arregace as mangas.

Gerenciamento é trabalho braçal, que exige suor. Nada de achar que gerenciar é ficar atrás da mesa escrevendo papel e comparando indicadores. Gerenciamento, desde o início, se desenvolve fora da cadeira criando alianças com TODOS os interessados da empresa, trocando ideias com profissionais mais experiências, ouvindo críticas sobre suas ações, garimpando falhas, buscando soluções criativas para contornar os bloqueios culturais da corporação. 

Quarta dica: cuidado com a linha do trem.

Na hora certa, vale ler a placa PARE – OLHE – ESCUTE. Gerenciamento não é um trabalho solitário, mas participativo, e sua equipe tem muito a dizer no dia a dia para melhorar os processos. Se não ficar atento, há risco de sérios danos… Mãos à obra!

Não há receita de bolo para gerenciar a TI. O gestor deve confiar mais em seu potencial do que buscar em algum framework um modelo prescritivo de sucesso.
Cleber Sousa

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