Meu nome é Winchester!!!
483 visualizações
Disco rígido, disco duro, no Brasil popularmente chamado também de HD (derivação de HDD do inglês hard disk drive) ou winchester (em desuso),
É a parte do computador onde são armazenadas as informações, ou seja, é a “memória permanente” propriamente dita (não confundir com “memória RAM”).
É caracterizado como memória física, não-volátil, que é aquela na qual as informações não são perdidas quando o computador é desligado.
O disco rígido é um sistema lacrado contendo discos de metal recobertos por material magnético onde os dados são gravados através de cabeças, e revestido externamente por uma proteção metálica que é presa ao gabinete do computador por parafusos. É nele que normalmente gravamos dados (informações) e é a partir dele que lançamos e executamos nossos programas mais usados.
Este sistema é necessário porque o conteúdo da memória RAM é volátil, ou seja, é apagado quando o computador é desligado. Desta forma, temos um meio de executar novamente programas e carregar arquivos contendo os dados da próxima vez em que o computador for ligado. O disco rígido é também chamado de memória de massa ou ainda de memória secundária.
Nos sistemas operatcionais mais recentes, o disco rígido é também utilizado para expandir a memória RAM, através da gestão de memória virtual.
Existem vários tipos de discos rígidos diferentes: IDE/ATA, Serial_ATA, SCSI, Fibre channel, SAS.
Sem dúvida, o disco rígido foi um dos componentes que mais evoluíram na história da computação. O primeiro disco rígido foi construído pela IBM em 1957, e era formado por nada menos que 50 discos de 24 polegadas de diâmetro, com uma capacidade total de 5 megabytes, incrível para a época. Este primeiro disco rígido foi chamado de 305 RAMAC (Random Access Method of Accounting and Control).
Em 1973 a IBM lançou o modelo 3340 “Winchester”, com dois pratos de 30 megabytes e tempo de acesso de 30 milissegundos. Assim criou-se o termo 30/30 Winchester (uma referência à espingarda Winchester 30/30), termo muito usado antigamente para designar HDs de qualquer espécie.
Ainda no início da década de 1980, os discos rígidos eram muito caros e modelos de 10 megabytes custavam quase 2.000 dólares americanos, enquanto hoje compramos modelos de 160 gigabytes por menos de 100 dólares.
Ainda no começo dos anos 80, a mesma IBM fez uso de uma versão pack de discos de 80 mb, usado nos sistemas IBM Virtual Machine.
O primeiro PC IBM, apresentado em 1981, não previa nenhum tipo de disco fixo. O código do BIOS não reconhecia nenhum suporte deste tipo, e as primeiras versões de DOS limitavam as memorizações em massa, limitando o número de diretivas e dos arquivos que podiam ser criados. Isso não nos deveria surpreender, se pensamos que o primeiro PC, a 4,77 MHz, era fornecido com 16K de RAM, expansíveis a 64 K. Também o leitor floppy e o sistema operativo era possível a expansão do leitor a fitas e da ROM de base.
Depois que DOS 2 introduziu a possibilidade de criação de subdirectory, e o suporte para dispositivos de memorização em massa, as empresas começaram a produzir e a vender discos fixos para PC. Estes eram compostos por um gabinete externo que continha o disco, um controller, e um delicado sistema de alimentação do disco (do momento que 63,5 watt fornecidos pelo alimentador do PC não eram suficientes). Tais dispositivos eram exportados para outras arquiteturas, e eram conectados por um cabo e um adaptador de 8 bit, que era inserido em um slot disponível. Este subsistema era configurado para usar um IRQ, um canal DMA, e um range de portas I/O, e o driver era colocado a disposição de um device carregado em memória logo depois do boot (executando o boot de um floppy).
Em 1983 a IBM produziu o IBM XT (eXTended), com 10MB de disco fixo integrado. IBM trabalhou com uma empresa (Xebec), para integrar os componentes do disco, normalmente localizados em um gabinete externo, ao interno do computador. Introduzem também uma placa para interfacear o bus, criando aquilo que é comunamente chamado o “controller do disco fixo”.
O código para o gerenciamento do disco é fornecido por um chip ROM no controller, que expande as sub-rotinas presentes no BIOS, e a corrente fornecida pelo alimentador foi levada a 135 watt, para produzir a potencia necessária ao disco fixo interno.
Diversas empresas começaram a produzir e vender esses tipos de periféricos, com diversos melhoramentos, entre os quais: maior capacidade física, melhores performance, e um controller floppy integrado na mesma placa (para preservas os slot disponíveis). Este subsistema podia também ser colocado em um PC original, se a alimentação de energia elétrica interna era adequada.
Em 1984 apareceu o IBM AT (Advanced Technology), que levou a uma completa revisão ao sistema de discos fixos. O código para o boot foi incluído diretamente no BIOS da placa mãe, eliminando a necessidade de um chip a mais no novo controller a 16 bit, e também melhora notavelmente os tempos de acesso ao disco. Esse sistema foi introduzido também um IRQ mais elevado, eliminando assim a necessidade de usar o DMA para os discos, e mudou o range de endereços I/O.
Os detalhes de configuração hardware para o AT, incluindo os parâmetros do disco fixo, eram memorizados em um chip CMOS de baixa potência conexo a uma pequena bateria, eliminando numerosos switch e jumper de configurações presentes na placa mãe dos modelos velhos. A bateria permitia de mater as informações até quando o computador estava desligado e de poder trocar as informações através de um menu de configurações.
O pimeiro modelo de AT suportava 14 diferentes tipos de drive, reconhecendo os discos com capacidade entre 10 e 112MB. Cada drive que não respeitava esses parâmetros físicos deveria ter um chip ROM no controller, que expandia o BIOS, ou então era necessário carregar o código do drive no momento do boot.
As versões de DOS precedentes ao 4.0 (ou 3.31) não suportavam partições maiores de 32MB independentemente das dimensões do drive. Isso porque o endereçamento dos setores não podia superar o valor de 16 bit (até a 65.536 setores). A criação de partições maiores pedia um uso de um software como Disk Manager da Ontrack. Somente que esta solução , mesmo sendo uma das melhores punha muitos problemas de compatibilidade com outros instrumentos para o gerenciamento dos discos, porque, criava uma partição não DOS.
Muitas pessoas preferiam invés dividir o disco em partições de 32 MB criando C:, D;, E;, etc., até as dimensões físicas do disco. Antes da versão 3.3 de DOS, isso também era impossível, do momento em que o sistema operativo não reconhecia partições extensas!
O número dos tipos de drive reconhecidos do BIOS e estendidos além de 40, e muitos BIOS modernos fornecem um tipo com parâmetros definíveis pelo usuário. Muitos PC de hoje usam ainda esses CMOS originais para o controle e a configuração dos parâmetros dos discos fixos, ainda se foram muitas mudanças no modo de memorizar e atualizar as informações no disco.
Isso criou alguns limites, entre os quais um problema com o uso de dois ou mais discos fixos, ou o limite do BIOS e do sistema operativo de não reconhecer mais de 1024 cilindros, 16 cabeçotes e 63 setores por traço.
Passado alguns anos, já era existente no mercado maquinas poderosas, com uma quantia significativa de memória, como 128mb RAM e 4 GB de HD. Ficou também mais acessível o diskete de 1.44 com seu baixo custo, ter uma caixa com 10 disketes em casa já era tão comum como ter hoje um tubo de 100 dvds virgens.
Com o avanço exorbitante da internet e de seus pacotes cada vez maiores de informações, pode se chamar de verdadeiro container de informação, a transferência de arquivos no formato de musicas, vídeos e textos já é algo tão comum na vida de todos, mas também cada vez maior o tamanho do arquivo que sempre ira exigir um espaço muito grande para ser armazenado e sem contar na sua portabilidade.
Com o avanço tecnológico e o baixo custo dos materiais que são utilizados na fabricação de memórias Flash, que crescem cada vez mais no mercado com tamanhos em memória enormes e cada vez menores em tamanho físico, chegando as vezes do tamanho da unha do dedo indicador. Ficando assim mais que previsível a morte dos velhos e robustos HD. Pois a sua adaptação nos PCs garantem uma taxa de aquecimento da maquina muito baixa e o seu tamanho já não ocupará tanto espaço na mesa do usuário.
O mais interessante é ver como o tempo passa e tudo evolui em uma velocidade assustadora e como uma coisa que era inacessível para 90 % das pessoas comuns, hoje essa tecnologia é vendida até em lojas de conveniência de postos de gasolina.
Creio que ao ver como era o nosso querido e estimado disco rígido, você nunca mais ira reclamar do seu pen-drive de 1 gb ou do seu antigo HD IDE de 40gb.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Disco_r%C3%ADgido
http://www.recoverylab.com.br/evolucao.htm
“Toda conquista, todo passo articulado no domínio do conhecimento é UMA CONSEQÜÊNCIA DIRETA da coragem, da autocrueldade implacável e da intransigência pessoal”.
-->













grande mudança