Disquete Est’ Mortum!


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disquete2É os tempos mudaram bastante nessas últimas décadas, quem não se lembra da última vez que fez uso de um disquete, com 1.44 MB de capacidade de memória? Muitos ainda se lembram desse antigo artefato criado em 1987, de 3 1/2″, simples, leve e de fácil manuseio.

O disquete (em Portugal o termo é feminino) é um disco removível de armazenamento fixo de dados. O termo equivalente em inglês é floppy-disk, significando disco flexível.

“O primeiro disquete surgiu em 1971 pelas mãos da IBM. O formato de 8 polegadas e o uso de material em plástico concedia-lhe alguma flexibilidade, fato que deu origem ao nome floppy disk.
A criação de Alan Shugart suportava apenas 100 Kb! Uma nova solução surgiu em 1976 pelas mãos do mesmo criador, agora para os laboratórios Wang. O disquete passou a ter 5,25 polegadas e em 1978 já havia dez fabricantes deste formato.

O disco de 3,5 polegadas que todos conhecem nasceu em 1981, desta vez pela Sony. Os números são claros: em 1988 foram vendidos 2 mil milhões de disquetes. Em 2006, as vendas caíram para 700 milhões de unidades, segundo
a Recording Media Industries Association of Japan. O iMac da Apple, em 1998, foi o primeiro PC a ser lançado sem drive para disquete. Hoje, 98% dos computadores não têm drive e prevê-se que o valor chegue aos 100%”

O disquete já foi um excelente dispositivo de armazenamento de arquivo, devido ao pequeno tamanho dos arquivos na época, hoje os arquivos transmitidos pela internet ou criado propriamente pelo usuário são praticamente gigantes perante a sua capacidade de memória. Hoje o fluxo de dados que são compartilhado pelas pessoas é muito grande, como vídeos, Mp3 e fotos digitais, o baixo custo de memórias não-Voláteis e sua variedade na capacidade de armazenagem fez do antigo disk-floppy extinto da nova era digital.  Mas esse singular dispositivo de baixo custo e de fácil aquisição as vezes brincavam com a paciência de muitos usuários, quando se realmente precisava usá-lo ele não funcionava fora a sua fácil perda de dados se acaso você encostasse perto de algo como um ímã, já era.
Hoje com a modernização constante dos dispositivos, sendo fácil agora a aquisição de um pen-drive de 1gb ou até mesmo um de 4gb, relativamente barato e de fácil uso. Hoje todos os PCs dão suporte a entradas USBs e o Sistema Operacional usado atualmente pela maioria é plug-play, é só espetar e usar, podendo até rodar um S.O. diretamente do pen-drive.

Mas também há aqueles que não abrem mão de um disquetinho na hora de instalar aquele sistema operacional, de versões já não muito usadas como os Windows 95, Windows 98, OS/2 Warp e outras distro Linux. Entusiastas desses sistemas ainda tem em seus armários caixas e caixas cheias de disquetes, com centenas deles e nem se quer querem joga-los no lixo ou fazerem algum tipo de artesanato. Mas o drive que faz a leitura desse disco, já esta também quase em falta no mercado, pois todas as maquinas que estão a venda no mercado, já não vem o Floppy instalado, e sim um leitor de cartão de memória.

“Os disquetes estão com os dias contados. A unidades desse dispositivo são utilizadas por somente 10% dos usuários”

De acordo com a empresa de pesquisa de mercado Disk/Trend. E a tendência é que o número caia 5% a cada ano. Os culpados, é claro, são a Internet e outras mídias removíveis, como CD-Rs, Zips e cartões de memória.
Aos poucos, a indústria de PCs também vai ajudando a acabar com os disquetes. Há quatro anos, a Apple lançou o primeiro iMac sem unidade de disquetes e provocou polêmica entre os usuários.
A Gateway segue pelo mesmo caminho: ainda não aboliu o dispositivo, mas oferece US$ 5 de desconto para quem adquirir um PC sem drive de disquete. A IBM e a Dell até que tentaram, mas acabaram voltando atrás.
Até mesmo a Microsoft está dando a sua contribuição. A empresa já avisou que a opção de dar boot pelo disquete não estará mais disponível em seus sistemas operacionais. O próprio Windows XP já opera com inicialização por CD.”

Fonte: Terra-http://informatica.terra.com.br/interna/0,,OI49755-EI876,00.html
http://dn.sapo.pt/2007/02/05/economia/a_morte_anunciada_disquete.html

Disquete Est Mortum

Sobre Daniel Oliveira

Daniel Oliveira já escreveu 29 artigos no portal.

Técnico em Informática desde 2006, Graduado em Gestão de Tecnologia da Informação, desenvolvedor na plataforma Microsoft Asp.Net / C# , PHP, HTML e CSS .

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