Convertendo Estratégia em Ação – Gerenciamento Organizacional de Projetos

Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos?

Este é um conjunto de perguntas filosóficas, religiosas e científicas que também tem estado presente há muitos anos no mundo corporativo.

As empresas possuem ou deveriam possuir, sua missão, visão e valores bem definidos e baseado nesta tríade, traçar suas estratégias e ações para transformar sua visão em realidade. Mas mesmo em organizações que possuem profissionais extremamente qualificados, por que isto na prática parece ser tão difícil?

Empresas de produtos ou serviços, em sua maioria, tem um posicionamento estratégico baseado na excelência operacional. Empresas com este posicionamento, por natureza possuem estruturas organizacionais de hierarquia funcional, havendo poucas ou nenhuma prática de gerenciamento de projetos.

Nessas condições quando ocorrem algumas iniciativas em projetos, as mesmas acontecem isoladamente dentro dos departamentos.

Organizações com esta estrutura são muito pouca sujeitas a mudanças a nível corporativo, pois os gerentes funcionais normalmente estão preocupados com manter a máquina em andamento, sendo assim claramente despriorizam situações referentes à inovação para cuidar do dia-a-dia.

Mesmo ações de iniciativas comandadas pela direção ou alta-gerência têm uma baixa efetividade, pois esforços que dependem de ações de vários departamentos podem ser morosos e muitas vezes tem seu atraso justificado devido as urgências operacionais.

Esta não é somente uma característica de organizações que não possuem gerentes de projetos capacitados entre seus recursos, muitas empresas de serviços que possuem excelentes gerentes de projetos, metodologia correta e executam seus projetos adequadamente, podem encontrar grandes dificuldades na transformação da visão em realidade.

Isto ocorre pois a transformação da estratégia organizacional em realidade não está relacionada somente com a forma em como a empresa lida com seus clientes e fornecedores ou somente com a forma em que uma empresa se organiza internamente, mas sim em uma análise conjunta de ambas as dimensões onde o todo é maior que a soma das partes.

Partindo do pressuposto que a missão, visão e valores estão bem alinhados e procedentes, a melhor forma de implementação de mudança organizacional é através de portfólios de projetos bem estruturados que sustentem a estratégia definida.

 A esta prática chamamos de Organizational Project Management (OPM) ou gerenciamento de projetos organizacionais.

Cabe à direção irradiar seus objetivos através de todos os departamentos e unidades, normalmente a melhor e mais eficaz prática é através de um escritório de projetos (PMO) anexado ao nível estratégico da organização, responsável por gerenciar esses esforços.

Com os objetivos e estratégias bem definidas, programas e projetos são realizados e operações relacionadas são assistidas buscando atingir os objetivos definidos ou parte dos mesmos, desta forma, até mesmo projetos individuais de serviços passam a saber o seu exato papel na meta da organização.

Desta forma, determinada demanda de prestação de serviço tratada como um projeto, pode saber exatamente a lucratividade mínima esperada daquele projeto para a organização, assim como, outra pode ter uma restrição bem clara de que o sucesso daquele projeto abrirá portas para um novo mercado.

Uma efetiva utilização de OPM é um processo delicado e requer além de uma correta estratégia, um forte comprometimento da direção, pois os ideais, a cultura e a estrutura organizacional devem ser balanceados com os objetivos e estratégia da corporação.

Ao contrário do que o mercado parece praticar, a utilização de OPM e boas práticas de gerenciamento de projetos deve se acentuar em momentos de crise, pois a mesma pode garantir a melhor efetividade nos resultados desejados e otimização dos custos para as organizações.

Posteriormente detalharei um pouco do SEF (Strategic Execution Framework) framework descrito em uma publicação antiga porém muito usual da Harvard Business Review Press.

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Coimbra, PMP
Gerente de Projetos, PMO, CEO do portal Projetos e TI, Professor de Pós/MBA e apaixonado por gestão de projetos.

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