Governança

As interfaces táticas da TI

A questão da tática em gerenciamento é tão latente que me vejo forçado a abordar novamente o assunto, mas agora lançando mão da audácia de Jeanne Ross em uma entrevista concedida à Silicon.com em 6 de junho de 2011.

Como venho expondo, a interface da TI com o negócio é tática, ou seja, é uma demanda da estratégia para uma função especial de que a empresa dispõe. O que Jeanne Ross defende é a ampliação das habilidades da TI para os domínios além da técnica. Nesse seu artigo, ela atribui à TI o papel de Recursos Humanos. Certamente, essa colocação é isolada, mas remete ao assunto de que a TI deve cada vez mais ampliar seus horizontes, sendo gerenciada a partir de uma visão holística dos profissionais (veja mais em A Visão Holística na Gestão da TI).

Uma matéria sobre o mesmo tema, porém, mais pragmática que acadêmica foi publicada pelo portal ComputerWorld, onde a terceirização de serviços em nuvem atribui nova qualificações à TI. Vale a leitura.

As atribuições em discussão não se relacionam diretamente ao perfil técnico que a TI agregou ao longo dos anos. A revolução que se anuncia afeta diretamente no desenvolvimento do profissional técnico, que passa a ter como desafio o aumento do seu campo de visão profissional. Por outro lado, a TI passa a abrir vagas para profissões fora de sua área de formação.

Não há dúvida de que esse é um tema discutível e polêmico, mas fica aqui a noção de importância que os CIOs no mundo passam a dar ao uma área antes limitada aos bits e bytes.

Cleber Sousa

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