As Forças do Ambiente Organizacional – Liderança e Poder

Liderança e Poder. Estas são palavras fortes e que podem dizer muito a respeito da característica de um profissional. São coisas correlatas, que podem se interferir ou somar. O quanto isso pode impactar no ambiente organizacional?

Antes de você prosseguir com a leitura deste artigo, recomendo a leitura do artigo “Ambiente Organizacional – Introdução”, que é o primeiro artigo desta série e poderá lhe proporcionar um melhor entendimento.

 

Liderança

Segundo o dicionário, é a habilidade de mobilizar outras pessoas a fazer com que elas caminhem ao encontro de determinado objetivo.

No entanto, muitas pessoas confundem – erroneamente – liderança com direção ou gerência, porém, devemos concordar que um bom gestor deve ser, necessariamente, um líder. Por outro lado, nem sempre um líder é um gestor. Os líderes podem estar presentes no nível institucional, intermediários e operacional das organizações.

Podemos definir liderança como uma influência interpessoal exercida em uma determinada situação e direcionada às pessoas através da comunicação para a execução de um ou mais objetivos. Todas as relações do ambiente organizacional envolvem líderes e liderados: equipe de projetos, assessoria, supervisores e subordinados, entre outros.

 

Poder

Segundo o dicionário, é a capacidade ou possibilidade de fazer algo. Direito de agir, de decidir, de mandar.

O poder é extremamente importante para que um líder seja eficaz. Nas organizações, isso pode significar fazer com que as tarefas sejam realizadas, ou atingir as próprias metas mesmo com a resistência dos outros.

Ou seja, é fundamental que um líder tenha poder dentro da organização, para que possa manter o controle das situações. Normalmente, os líderes têm cinco fontes potenciais importantes de poder nas organizações, como: autoridade; controle sobre recompensas; controle sobre punições; características pessoais atrativas e conhecimento; e perícia.

Podemos dizer que há, basicamente, cinco tipos de poderes:

  • Legítimo: vinculado ao cargo que se ocupa, onde o indivíduo só consegue exercer poder enquanto estiver ocupando este determinado cargo;
  • Coercitivo: vinculado à capacidade de fazer ameaças e cumpri-las;
  • Recompensa: vinculado à possibilidade de conceder pequenos benefícios;
  • Expertise: vinculado ao respeito pelo conhecimento que determinado indivíduo possui, e sua capacidade de compartilhá-lo ou usá-lo em benefício da equipe;
  • Referência: vinculado à capacidade de mobilizar as pessoas a partir de características próprias de comunicação e empatia.

Vale ressaltar que esses tipos de poder, em conjunto ou isolados, podem trazer consequências que constroem (ou não) iniciativas organizacionais, tornando as pessoas mais ou menos produtivas.

 

Correlacionando Liderança e Poder

Liderança é a capacidade de um fazer com que outra pessoa execute uma atividade que, normalmente não o faria. O que nos interessa neste ponto, é que um exerce o poder e a outra parte o recebe. Uma questão intrigante é: Como mobilizar esforços coletivos? Seria através da “força” ou do estimulo?

Para sanar esta dúvida, vamos imaginar uma equipe de projeto, onde cada membro possui conhecimentos e habilidades específicas e a colaboração entre eles é fundamental para que o projeto se concretize, mas nenhum exerce autoridade sobre o outro. Cabe ao líder da equipe, não a autoridade sobre o mesmo, e sim a resolução de questões e necessidades que a equipe encontrar.

Antes de concluir à resposta ao questionamento, pense consigo mesmo: como seria sua produtividade se estivesse sendo forçado a fazer algo? O estimulo é, com certeza, sempre o melhor caminho para conseguir com que os outros façam algo. Afinal, um bom Líder tem o Poder de estimular o desenvolvimento e a colaboração das pessoas!

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Renato Cunha
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