Carreira PMI Projeto

A importância do Soft Skills na Gestão de Projetos

A maior parte dos gestores (sejam projetos, programas, entre outras áreas afins) se preocupam muito com as habilidades técnicas, por exemplo de como fazer um bom cronograma, fazer análise de risco, usar simulação de Monte Carlo, realizar cálculo de valor agregado e vários indicadores de como manter o projeto dentro das tolerâncias, mas chega um momento que há uma deficiência humana, seja na comunicação, na forma de engajar ou até mesmo resolver possíveis conflitos dentro do time técnico ou influenciar uma parte interessada, resultando na desmotivação do time técnico, baixa qualidade das entregas e insatisfação do cliente mesmo após meses de trabalho árduo.

Habilidade Interpessoal x Habilidade Técnica

É importante ressaltar que a habilidade interpessoal não substitui a habilidade técnica. Tivemos, nos últimos anos um enorme crescimento da parte técnica, porém não tivemos na mesma velocidade o crescimento de habilidades humanas e vemos hoje um problema que a maior parte dos desafios de um gestor de projetos é inabilidade de liderança, influência, engajamento.

É preciso que o gerente desperte mais interesse nesta área de soft skills, pois só a prática e vivência no dia-a-dia não é suficiente, é necessário investimento como: especializar-se em aspectos humanos, pois há cursos, treinamentos e dinâmicas para auxiliar o desenvolvimento profissional nesta área.

Tive oportunidade de conversar com João Vicente Gonçalves, CEO na HCMI1 (Human Change Management Institute) e autor do livro HCMBOK (Human Change Management Body of Knowledge) – O Fator Humano na Liderança de Projetos e fica cada vez mais evidente a preocupação de um bom gerente de projetos na busca da melhoria das habilidades humanas, e por isso cada vez mais cresce o número de cursos e certificações especializada nesta área.

O PMI (Project Management Institute) também preocupado com esta carência, modificou ao final de 2015 a forma de como reportar os PDUs (unidade de desenvolvimento Profissional) com a inclusão do triângulo de talento. Onde é necessário dividir as horas de treinamentos em (habilidade técnica, Liderança e estratégia de negócio).

Para finalizar, lembro que é importante trabalhar com foco no resultado, saber medir, saber controlar. Mas não podemos esquecer de quem patrocina, executa, testa, aceita e usará o produto ou resultado gerado pelo projeto. “São as pessoas“, pois de nada adianta ter um bom produto, sem a aceitação de quem de fato o usará.

É importante é saber como engajar todos envolvidos em um só propósito, saber formar espírito de equipe e realizar dinâmicas de forma a estimular processo participativo de decisão, saber gerir o clima dentro do projeto, resolver conflito, motivar e estimular a criatividade e a inovação de todos os participantes.

Pense nisso e te espero no próximo artigo !!

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Flávio Costa
Gerente de Projetos na Hexagon
Gerente de projetos com mais de 15 anos de experiência desde desenvolvimento de software, gestão de portfólios, programas e projetos, liderança e formação de equipes. Possui as principais certificações gestão de projetos como: PMP (Project Management Professional) pelo PMI, PRINCE2 Practitioner, PRINCE2 Agile e MoP (Management of Portfolio) pela Axelos, Agile Scrum pela Exin entre diversas outras.

Gerenciou grandes projetos e programas de implantação de sistemas nos segmentos de comércio, varejo, engenharia, segurança pública, informações geográficas e setor público sempre com foco no relacionamento interpessoal e gestão de mudança com alto valor estratégico. Sempre engajado e comprometido em construir e liderar equipes para atingir as metas corporativas e entregar valores e benefícios a organização e cliente.

Atualmente é: Gerente de Projetos na Hexagon, Gerente de Portfólio no PMI-SP, Professor em gestão de projetos pelo SiteCampus e Colunista nos portais TI Livre e Projetos e TI.

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